| Paulo Whitaker/Reuters |
| Grupo de 50 pessoas colocaram fogo em banheiros químicos após PM atirar gás |
| Ueslei Marcelino/Reuters |
| Manifestantes são atingidos por balas de borracha e gás |
Um grupo de cerca de 50 pessoas usando máscaras no rosto promoveu um quebra-quebra em meio à manifestação, com 25 mil pessoas, desta quarta-feira (24) contra o governo do presidente Michel Temer em Brasília após a Polícia Militar dispersar o protesto com bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral.
O grupo destruiu persianas e vidraças de pelo menos cinco ministérios, entre eles o da Integração Nacional, o do Trabalho e o da Agricultura. Este último havia sido cercado por tapumes, mas, mesmo assim, teve os vidros quebrados.
Também foram depredados paradas de ônibus, placas de trânsito, orelhões, holofotes que iluminam os letreiros dos ministérios e até banheiros químicos que haviam sido instalados para a manifestação.
Em frente ao Ministério do Planejamento, no Bloco C da Esplanada dos Ministérios, o grupo de manifestantes mascarados ateou fogo em um orelhão e em cerca de 10 bicicletas de uso compartilhado.
Do outro lado da Esplanada, um manifestante quebrou a vidraça do comitê de imprensa do Ministério da Fazenda. Os manifestantes corriam para se afastar da área em frente ao Congresso Nacional, onde as forças de segurança jogavam bombas de efeito moral. Ao passar pelo edifício do ministério, um deles atingiu a vidraça com o cabo de uma bandeira.
Mesmo com o vidro quebrado, os manifestantes não conseguiram entrar no prédio, já que há grades de segurança na janela. Na sequência da ação, membros da Força Nacional de Segurança Pública formaram um paredão e permanecem na lateral do prédio. Os funcionários do Ministério da Fazenda foram obrigados a evacuar o local.
Representantes das principais centrais sindicais protestam hoje (24) contra as reformas da Previdência e trabalhista. São cerca de 25 mil pessoal. Eles também pedem a saída do presidente da República, Michel Temer. Em razão do protesto, toda a Esplanada foi fechada para a circulação de carros. Os servidores que vieram trabalhar nesta quarta estacionaram e entraram pelos anexos dos prédios.
GÁS E BALA DE BORRACHA
Mais cedo, a Polícia Militar usou bombas de efeito moral para tentar conter uma confusão que está ocorrendo em frente ao Ministério da Justiça, em Brasília.
Um grupo pequeno de pessoas com rostos cobertos provocam os policiais, jogando garrafas de água e pedaços de madeira contra os agentes e tentando furar a barreira colocada na Avenida das Bandeiras, em frente ao Congresso Nacional.
Em reação, os policiais têm que usar até cassetetes. O policiamento está sendo reforçado no local. Lideranças do movimento pedem calma, orientam todos a não provocar a polícia e gritam "sem violência". Mais cedo, também houve uma pequena confusão entre policiais e manifestantes que não queriam passar pela revista.
A Avenida das Bandeiras é o limite para a chegada dos manifestantes. A Secretaria de Segurança e da Paz do Distrito Federal esclareceu que os participantes do protesto não poderão chegar até a Praça dos Três Poderes e ficará restrita ao quadrilátero da região da Esplanada dos Ministérios.
Mais cedo, responsáveis pela segurança do Palácio do Planalto informaram que o protesto poderia chegar até a frente do Palácio do Planalto.
Segundo a Secretaria de Segurança do DF, entretanto, no mês passado 48 órgãos do Distrito Federal, Congresso e governo assinaram um protocolo para "grandes protestos" e estabeleceram a delimitação do espaço.
| Paulo Whitaker/Reuters |
| Manifestantes pedem diretas já em Brasília |