08 de julho de 2026
Regional

Número de mortes cai em 95% no trânsito de Botucatu


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Divulgação
A prefeitura decidiu melhorar a sinalização e tomar uma série de medidas para reduzir os acidente de trânsito

Nos primeiros quatro meses deste ano Botucatu (100 quilômetros de Bauru) contabilizou apenas uma única morte no trânsito, registrada em janeiro, na Rodovia João Hipólito Martins (Castelinho), envolvendo um homem, na faixa dos 35 aos 39 anos. O dado é do Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo (Infosiga) e representa uma vitória, uma vez que neste mesmo período do ano passado, ou seja, de janeiro a abril, foram 19 óbitos provocados por acidentes nas vias ou estradas do município. Ou seja, queda de quase 95%.

Outros dados, estes fornecidos pela Polícia Militar, evidenciam também queda no número de acidentes, com vítimas e sem vítimas no trânsito de Botucatu. Enquanto que no primeiro quadrimestre de 2016 foram 372 acidentes, este ano o total foi de 274. Isso representa uma redução geral de 26%. O número de acidentes sem vítimas foi reduzido de 225 a 178 (-20%), enquanto que os acidentes com vítimas de 147 para 96 casos (-34%).

Esses números foram apresentados na tarde de quinta-feira (25), no Salão Nobre da Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB), campus de Rubião Júnior, durante o Encontro Regional de Trânsito alusivo ao Maio Amarelo. O evento contou ainda com a palestra diretor da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), Dirceu Rodrigues Alves Jr, que falou sobre as consequências da velocidade e energia do movimento no trânsito.

"Estudos científicos provam que com 32 km/h somos capazes de causar 5% de óbito. Se aumentarmos para 45km/h a possibilidade de óbito é de 48%. E se aumentarmos mais um pouco, para 65km/h, o risco de óbito é de 85%. A velocidade é contrária às necessidades de uma direção segura. Não podemos imaginar que velocidade seja a única maneira de se chegar rapidamente a algum lugar", argumenta Alves.