| Malavolta Jr. |
| Eduardo Damasceno mostra a liminar para internar seu irmão imediatamente |
| Reprodução |
| Elvis Damasceno morreu enquanto aguardava a vaga |
A família de Elvis Alexandre Damasceno, 38 anos, vai processar o Estado após o paciente, que morreu nesse domingo (28), não conseguir vaga de UTI mesmo com liminar judicial, expedida na sexta-feira, determinando a imediata oferta de leito hospitalar. Damasceno, contudo, aguardava uma vaga desde o dia 22, segundo a família. "Ele estava com tuberculose e foi ficando debilitado", conta o irmão, Eduardo Damasceno. Eduardo aproveita para agradecer a atenção recebida nos primeiros atendimentos, prestados na UPA Ipiranga. "O problema foi mesmo a falta de vaga pelo sistema estadual", confirma a esposa dele, Samira. Elvis morava sozinho na Vila Dutra, não era casado e deixa seis filhos.
A assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Saúde em São Paulo foi acionada por telefone pelo JC e recebeu um resumo do episódio por e-mail para apurar porque a vaga não foi disponibilizada antes e depois da liminar judicial.
Por e-mail, a assessoria respondeu na noite desse domingo (28): "A Central de Regulação e Ofertas de Serviços de Saúde (Cross) esclarece que, como procede em qualquer caso, iniciou a busca por vaga para o paciente Elvis Alexandre assim que o caso foi cadastrado em sistema, além de monitorar constantemente seu quadro clínico. Seu estado de saúde era crítico e instável, o que inviabilizava a transferência para qualquer outro serviço".
E ainda: "É importante deixar claro que apenas a disponibilidade de vagas não é suficiente para realizar a transferência de um paciente. É necessário que apresente condições clínicas de ser transferido, com quadro estável e livre de infecções, por exemplo."