07 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Compromisso com a lei

Azis Neme
| Tempo de leitura: 2 min

"A vida é composta de leis que sustentam a harmonia do Universo".

O ser humano foi criando por um ato de amor do Criador, que deu, através do sopro da vida, a oportunidade de existirmos. Simples e ignorantes, no início de nossa jornada evolutiva agimos através dos instintos para a garantia da preservação da espécie.

Evoluímos adquirindo, através dos séculos, o conhecimento e o uso da razão. Por fim, conquistamos o livre-arbítrio com o amadurecimento e, dessa forma, o Pai permitiu que fôssemos donos de nossos atos. Ter o livre-arbítrio significa que podemos escolher entre caminhar em direção ao bem ou ao mal, com responsabilidade.

A questão do livre-arbítrio é uma das que mais tem preocupado filósofos e teólogos, pois conciliar a vontade, a liberdade do homem com as leis naturais e a vontade divina torna-se difícil! Se fosse fácil, não haveria vaga para todos aqueles que conseguissem um lugar no Céu.

Realmente, não é coisa fácil. E ninguém disse que era. Mas a travessia da Grande Floresta da vida material é caminho obrigatório de todos.

Assim, a humanidade não se redimirá coletivamente; a porta é estreita exatamente para conceder passagens a um de cada vez. Existem, entretanto, os atenuantes e os agravantes, de acordo com a condição evolutiva de cada um, mas ninguém pode alegar ignorância à lei divina, pois Jesus esteve entre nós há mais de 2 mil anos.

Mesmo assim, lamentavelmente, ainda buscamos o caminho mais fácil das portas largas, que leva à perdição. O que falta ao homem moderno é a fé no coração e religiosidade sincera, não importando qual seja o credo, pois não existe o melhor, existe o ser humano que deve procurar a sua melhora em qualquer religião, culto ou seita.

E como disse Jesus: a fé é poderosa e remove montanhas. Infelizmente o ser humano, de um modo geral, se afastou de Deus, olvidou suas responsabilidades de pai, irmão e cidadão, vivendo num mundo cada vez mais competitivo, em que ainda tem de pagar pesados tributos ao reino de "César".

Com raras exceções, ainda deixamos nossos filhos crescerem sem educação, sem respeito, mantendo-nos ausentes em demasia, e às vezes descobrimos que se perderam nos caminhos tortuosos e se afundaram no mundo das drogas; entregamo-nos ao desespero.

Muitas vezes, infelizmente, já é tarde, pois os prejuízos podem ser irreversíveis e as sequelas, irrecuperáveis. Os pais certamente serão chamados à responsabilidade no momento aprazado, e quando o Senhor lhe perguntar: "O que fizestes dos filhos que te confiei, para que conduzissem no caminho do Bem e do Amor?" O que poderão responder?...