O deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), ex ministro da Justiça emitiu uma nota na manhã desta terça-feira (30) recusando o convite do presidente Michel Temer para assumir como Ministro da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU). Em nota, ele ainda agradeceu ao convite feito por Temer. Serraglio volta à Câmara, o que tira a cadeira do suplente, Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), ex-assessor de Temer que virou alvo da Lava Jato.
Servidores do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU) protestaram contra a indicação do deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), ex-ministro da Justiça, para assumir a pasta após troca de cargos feita pelo presidente Michel Temer.
Os funcionários deram um abraço simbólico no prédio da CGU, espalharam cartazes na entrada do órgão e afirmaram que não vão deixar o peemedebista fosse tomar posse.
Para os servidores, o fato de o peemedebista ter sido citado na Operação Carne Fraca e ter defendido anistia ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) "o desqualificam para o exercício do cargo de ministro da CGU".
"Não é aceitável que um órgão com responsabilidades no âmbito da prevenção e do combate à corrupção receba como dirigente máximo um ministro sob suspeita", diz a nota do Sindicato Nacional dos Auditores e Técnicos Federais de Finanças e Controle. A entidade afirma ainda que, nos últimos anos, a CGU vem sofrendo com "cortes no orçamento".
Serraglio foi demitido do Ministério da Justiça no domingo, 28, para dar lugar a Torquato Jardim, que comandava a pasta da Transparência.