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| Empoderamento feminino é isso: guerreira sem limites e com determinação, a personagem jamais deixa de lutar pelo que quer |
Um dos filmes mais aguardados do ano chega nesta quinta (1) aos cinemas. Após 75 anos de sua criação, a Mulher-Maravilha ganha um longa só seu com a bela atriz israelense Gal Gadot na pele da deusa amazona. A direção também é de uma mulher, Patty Jenkins (de "Monster", 2003).
A primeira vez que essa versão da Mulher-Maravilha apareceu foi em "Batman vs Superman: A Origem da Justiça" (2016). O longa, contudo, não agradou nem aos fãs, fracassou nas bilheterias e só aumentou a expectativa em relação ao filme da heroína.
Até então só retratada nos quadrinhos, em desenhos animados e na série de TV americana dos anos 1970, com Lynda Carter, a Mulher-Maravilha é reapresentada ao público no filme, que relembra suas origens como princesa Diana Prince, embaixadora das amazonas que vive na ilha paradisíaca Themyscira.
| Fotos: Mario Anzuoni/Reuters |
| Diretora do longa, Patty Jenkins ficou satisfeita com resultado |
| Connie Nielsen vive Rainha Hipólita, mãe de Diana na telona |
Filha da rainha Hipólita (Connie Nielsen), Diana, ainda criança, adora lutar e insiste que a tia a treine - a general Antiope, vivida por Robin Wright, a Claire da série "House of Cards".
No mundo dos humanos, a Primeira Guerra Mundial está em curso e, por acidente, o espião Steve Trevor (Chris Pine) atravessa um portal que o leva à ilha das amazonas.
Resgatado por Diana, ele faz o coração da princesa derreter ao dizer que a Terra está perto de ser arrasada pelo conflito. Para a Diana, então, o combate só terá fim se ela encontrar e matar o Deus da guerra.
Para isso, a diva terá de enfrentar, além dos inimigos, em eletrizantes cenas de ação, uma sociedade machista, perplexa com seu comportamento, seu traje fetichista e seus superpoderes -o que despertou o debate de feministas dos dias atuais.
Esperança
Os fãs dos quadrinhos ainda esperam que o filme seja a salvação da DC Comics neste ano, já que a empresa não tem emplacado sucessos do nível de sua principal concorrente, a Marvel -de "Thor", "Homem de Ferro" e "Vingadores".
Dos quadrinhos da DC, surgiram, por exemplo, grandes filmes do Batman e do Superman, mas a marca é lembrada pelos recentes fracassos de "Batman vs Superman" e do "Esquadrão Suicida", ambos de 2016.
"Está todo o mundo esperando para conhecer a personagem porque ela fará parte de "Liga da Justiça" [que estreia no exterior em 2017]", lembra o youtuber Vinicius Tavares, 26 anos. "A escolha da atriz parece perfeita. Ela é feminina, mas passa medo", conclui.
A primeira na telinha
| Mario Anzuoni/Reuters |
| Atriz Lynda Carter viveu heroína para a TV nos anos 70 |
No tapete vermelho da estreia mundial do longa “Mulher-Maravilha”, a protagonista Gal Gadot fez reverência a Lynda Carter assim que ela chegou. Hoje com 65 anos, a americana ficou conhecida pelo papel da heroína na série de TV que marcou os anos 1970, nos Estados Unidos, e os anos 1980, aqui no Brasil. Pelas redes sociais, Lynda também celebrou a estreia da personagem nos cinemas. “O mundo ama a Mulher-Maravilha e vocês vão amar vê-la na tela grande”, escreveu. Logo após presenciar a primeira sessão, Lynda elogiou o resultado. “Estou grata por participar da pré-estreia de “Mulher-Maravilha”... É um filme fabuloso. Patty Jenkins é realmente uma diretora de talento.”
A atual na telona
| Mario Anzuoni/Reuters |
| Atriz israelense Gal Gadot, de 32 anos |
Pouco se sabia sobre a atriz israelense Gal Gadot, de 32 anos, quando ela arrancou suspiros do público ao aparecer na pele da Mulher-Maravilha pela primeira no filme “Batman vs Superman: A Origem da Justiça” (2016).
Em seu país, Gal é uma modelo de sucesso e foi Miss Israel em 2004. Como todo o cidadão israelense, ela teve de servir no Exército dos 19 até os 21 anos. Atleta, também já fez parte de times de vôlei, de basquete e de tênis. Quando a atriz foi convidada a fazer novos testes para uma personagem de “Batman vs Superman”, ela não imaginava que o papel seria o da Mulher-Maravilha.