10 de julho de 2026
Cultura

Bailarinos de Bauru se preparam para brilhar em novo desafio no Sul


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Divulgação
Bailarinos da Sigma costumam se destacar no Festival de Joinville

A arte da dança tem, no Festival de Joinville (19 a 29 de julho), seu ponto alto no País. O evento ocorre desde 1983 e, em 2005, passou a ser o maior do mundo em participantes. É para lá que vão bailarinos "made in Bauru".

Sessenta e quatro deles podem ser considerados legítimos representantes do talento da cidade: são integrantes do quadro da Sigma na maior caravana competitiva de Bauru para o evento.

Já de cara, para quem ficará na torcida, vale ressaltar: será possível assistir ao vivo, online, no próprio site do festival.

"Para o palco competitivo, onde é feita uma pré-seleção, estaremos indo com seis coreografias. Neste ano vamos competir com ballet neoclássico, jazz, dança contemporânea e danças urbanas", diz Karen Teixeira - diretora geral do grupo. 

"Como fomos aprovados no junior e no senior, temos bailarinos competidores de 13 anos [que é idade mínima para esta competição] e o mais velho, este ano, tem 32".

A Sigma frequenta o festival desde 2008 e consegue vagas nas competições de palco fechado (que é extremamente difícil por ser através de seleção ) desde 2011.

"Talvez tenhamos momentos com grandes destaques... No ano de 2014 competimos com a coreografia 'Immortal', fomos ovacionados, aplaudidos de pé e, no ano seguinte, a nossa coreografia era o outdoor de toda cidade de Joinville e estampa de todas as camisetas do festival. Outro destaque é que a bailarina e coreógrafa Fran Manson venceu dois anos consecutivos e também obteve indicação como melhor bailarina", conta Karen, com satisfação.

Em Joinville, não por acaso, está a escola do Ballet Bolshoi no Brasil. Fundada por Lucila Teixeira Mendes, "mestra" de Karen desde seus 7 anos, a Sigma Escola de Dança forma alunos há 36 anos - e nas mãos de Karen está desde 2000. São datas e trajetórias que ajudam a contextualizar Joinville e Bauru no cenário dessa arte em movimento.

Mas nem tudo são flores no caminho. "A dança é carente... como tudo em nosso País. As oportunidades são para poucos", observa Karen. De pouco em pouco, contudo, Bauru segue se mantendo no mapa da dança nacional assim como Joinville não perde o posto de referência além das fronteiras do País.

E se dança é "música feita visível", como dizia o coreógrafo George Balanchine (1904-1983), vale observar o que os bailarinos daqui têm, de novo, a exibir em Joinville.

Serviço

Festival de Dança de Joinville - edição 35 (período de 19 a 29 de julho de 2017). Detalhes pelos endereços oficiais de acesso à programação: veja em https://www.ifdj.com.br ou https://www.festivaldedanca.com.br

Você sabia?

O festival é uma referência por reunir a maior quantidade de bailarinos entre todos os festivais de dança do mundo.