| Malavolta Jr. |
| No aterro sanitário em Piratininga, caminhões da Emdurb fazem depósito do lixo diariamente em local adequado a esta finalidade |
Enquanto ainda não inicia a Parceria Público-Privada (PPP) para a destinação e tratamento dos resíduos sólidos do município, Bauru seguirá levando o lixo para o aterro privado de Piratininga, gerido pela CGR Guatapará/Estre Ambiental, empresa que, inclusive, poderá participar da disputa pela PPP. O contrato foi firmado em 30 de maio de 2016 e, nesta semana, a Prefeitura de Bauru renovou por mais um ano com a empresa gestora do aterro.
Cada tonelada de lixo custa R$ 83,50 aos cofres municipais, sendo que, por dia, a cidade produz aproximadamente 300 toneladas, pagando R$ 625 mil por mês, totalizando R$ 7.515.000,00 ao final de um ano. Os valores seguem os mesmos no aditivo contratual assinado agora. "Renovamos o contrato pelo mesmo valor. Se eventualmente houver algum pedido de acréscimo por parte da empresa, isso será avaliado pelo Jurídico e pela Secretaria de Finanças", comenta o prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD).
Durante o mês de maio do ano passado, na gestão do ex-prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB), os resíduos começaram a ir para o aterro privado de Piratininga, através de contrato emergencial, e no final do mesmo mês foi concluída a licitação e assinado o contrato definitivo, que agora foi prorrogado por Gazzetta (PSD).
PEDÁGIO
Desde que começou a levar o lixo para o município vizinho, a prefeitura sentiu o acréscimo de mais R$ 30 mil mensais com o pagamento da tarifa do pedágio existente na Rodovia SP-225 (Bauru-Ipaussu), em Piratininga, onerando a Emdurb, empresa municipal responsável pela coleta e transporte dos resíduos.
Até abril de 2016, Bauru levava o lixo para aterro próprio, gerido pela Emdurb, na região das Penitenciárias 1 e 2, mas o local foi interditado pela Cetesb.
PPP
A renovação com a CGR Guatapará já estava prevista pelo atual governo, conforme o JC noticiou no início do ano. Na ocasião, Gazzetta salientou que isso seria necessário pois a cidade terá uma Parceria Público-Privada (PPP) para a destinação do lixo - o chamamento público das propostas do modelo a ser adotado deveria ter sido aberto em março, conforme previsão do próprio governo municipal, porém ainda não ocorreu.
A aposta na PPP é grande por parte do atual prefeito, tanto que não há previsão de construção de um novo aterro sanitário público, pois caso a parceria seja concretizada, a intenção é aumentar consideravelmente o volume de material a ser reciclado, em parceria com as cooperativas, garante o prefeito. Além disso, os resíduos orgânicos receberão um tratamento mais adequado, e apenas o rejeito final, em volume bem menor, precisará ser efetivamente aterrado, demandando uma área menor, inicialmente anexa ao antigo aterro de Bauru.
|
Dois aterros
Na prática, hoje Bauru paga por dois aterros: o antigo, que foi interditado pela Cetesb, e o privado em Piratininga. Este último é o que efetivamente recebe o lixo da cidade desde o ano passado, com o custo de pouco mais de R$ 7,5 milhões anuais. Porém, o antigo aterro segue gerando despesas, pois precisa ser finalizado, processo que leva anos - mais de uma década, pelo menos.
Em maio, a prefeitura autorizou o repasse de R$ 6 milhões para a Emdurb seguir operando o aterro, por mais um ano, justamente com o intuito de dar sequência ao processo de finalização. Além disso, no início do ano o município já havia repassado R$ 1 milhão para a empresa municipal dar destinação ao chorume do local - uma licitação está em andamento. Ou seja, o custo da prefeitura com aterro sanitário passa dos R$ 14 milhões anuais.
O prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD) garante que incluirá a finalização do antigo aterro de Bauru na PPP, cabendo à empresa que assumir o serviço de destinação da cidade concluir a operação do aterro como uma das contrapartidas, já incluída no contrato.
|