09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Descaso, incompetência ou protecionismo?

Edson de Oliveira
| Tempo de leitura: 3 min

Ao setor de fiscalização de calçadas da Prefeitura de Bauru, esse órgão inoperante, fiz reclamação, via e-mail de alguns terrenos baldios aqui no Jardim Aeroporto, bairro este que, como tantos outros de nossa cidade, está relegado ao esquecimento e ao abandono por esse órgão que não cumpre com a finalidade para a qual existe e foi criado.

A primeira reclamação foi em 13 de setembro de 2016, portanto, há 8 (oito) meses e até a presente data, nenhuma providência prática foi tomada. Sendo cobrado via e-mail e via fone, apresentaram uma série de justificativas todas inconvincentes e inócuas.

Em 22 de fevereiro de 2017, voltei à carga, sobre o mesmo assunto envolvendo agora outros terrenos e outras calçadas intransitáveis, neste mesmo bairro, e por incrível que possa parecer, a situação continua a mesma. Se existe um órgão especialmente criado para resolver esse tipo de problema, por que essa inocuidade crassa e crônica.

Com referência à primeira reclamação e para espanto dos leitores, afirmo que se trata de uma construção iniciada e não concluída, que está sendo devorada pelos cupins, e cuja calçada está no mais completo abandono, há 30 (trinta) anos. Pasmem, senhores! Onde estão esses fiscais? E onde está quem os administra? Há uma floresta na rua Alfredo Fontão, quarteirões 9 e 10, lado par no mais completo abandono, cuja única finalidade é ter mais de 150 (cento e cinquenta) metros de calçada intransitável, e dar ensejo a vândalos de frequentemente colocarem fogo e fazer com que os bombeiros sejam acionados para debelar o incêndio, e por conseguinte com que os moradores curtam a fumaça por dias seguidos. Esse fato já se tornou rotina por culpa única e exclusiva da inércia daquele setor.

Ligando a rua Rio Branco à rua Edu Chaves, numa extensão de, aproximadamente, 300 (trezentos) metros, existe o que deveria ser uma rua asfaltada, com calçadas e toda infraestrutura, pois é de propriedade da prefeitura, essa mesma que cobra rigorosamente em dia os seus impostos, e está completamente abandonada, com a agravante de que por mais de uma vez caminhões e tratores da prefeitura estiveram no local, prepararam-na para que fosse asfaltada, isso tudo, claro, em época de eleições. Como nada fosse feito, o mato volta a crescer e a tomar conta de tudo. É o dinheiro de nossos impostos indo pelo ralo.

Por isso tomei a liberdade de cobrar publicamente esse departamento inoperante, inútil, inócuo e incompetente. Bastaria que seus fiscais, a quem é atribuído poder para agir e multar, se for o caso, tivessem um pouco mais de disposição para o trabalho, saíssem da inércia onde se camuflaram e cumprissem com seus mínimos deveres.

Há muito mais para escrever, relatar, apontar e provar, todavia vou aguardar o momento oportuno. Tudo que estou escrevendo está documentado e as provas em meu poder. Futuramente falarei sobre as calçadas rebaixadas inexplicavelmente, em toda a cidade e também daquelas que foram obrigadas, pelos fiscais, a serem levantadas contrariando o bom senso e trazendo prejuízos incalculáveis a profissionais trabalhadores, honestos e honrados que ganham a vida graças ao suor de seus rostos e que necessitam da calçada rebaixada; como aconteceu em um endereço da Avenida Nossa Senhora de Fátima.

Se este artigo causar alguma dúvida quanto à sua veracidade, convidarei o JC e os demais órgãos de comunicação de Bauru, que são muitos, a fazerem uma reportagem sobre o assunto para que fique, cristalinamente, provada por a bê a veracidade nua e crua do que estou escrevendo. Aguardo solução.