| Aceituno Jr |
| Amigos e familiares estavam consternados no velório nessa quinta (8) |
Mais conhecido como Edy, o professor de zumba Edson Santos, 39 anos, morreu em um acidente de moto, na manhã dessa quinta-feira (8), em Bauru. Bastante querido por alunos e amigos, ele dava aulas especiais em diversas academias, fazia apresentações de dança em eventos e também trabalhava como concierge hospitalar, assistindo pacientes em uma unidade de saúde da cidade.
O acidente ocorreu por volta das 6h no quilômetro 227 mais 800 metros da rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), próximo ao trevo da Bauru-Ipaussu, no final da via de acesso Engenheiro Horácio Frederico Pyles, prolongamento da avenida Rodrigues Alves. Edy conduzia uma Honda Biz e, aparentemente sozinho, caiu da moto, quando seguia do Núcleo Octávio Rasi, onde morava, para o trabalho.
Já no solo, a vítima teria sido atropelada por um veículo que não parou para prestar socorro. O professor chegou a ser encaminhado ao Pronto-Socorro Central (PSC) em estado grave, mas não resistiu. Na unidade, a equipe médica confirmou os ferimentos decorrentes do atropelamento, segundo informaram policiais rodoviários.
| Facebook/Reprodução |
| Edy Santos dava aula em academias, fazia shows de dança e trabalhava em um hospital da cidade |
A forma brutal com que Edy morreu deixou familiares e colegas consternados. Amigo de infância, Aloísio Pereira da Silva Junior conta que o professor tinha como marca registrada seu bom astral.
"Era uma pessoa extremamente humana, pra cima. E ele prezava muito pela saúde e qualidade de vida, embora, por algum motivo, sempre tenha dito que sentia que não passaria dos 40 anos, idade com que o pai dele morreu", lamenta.
PAIXÃO
Nascido em Bauru, Edy também era conhecido por sua paixão pela dança. Segundo Silva Junior, ele chegou a percorrer países da América Latina durante dois anos para apresentações de zumba e ritmos brasileiros. "Desde o início da adolescência ele já tinha foco profissional para a arte. E sempre foi muito dedicado", observa.
Também amiga de longa data, Roberta Moraes conta que, ainda que curta, o professor teve uma vida intensa, o que tem ajudado a confortar as pessoas mais próximas neste momento difícil. "Ele viveu todos os instantes como se fosse o último. Era batalhador e, por onde passava, deixava felicidade e luz. Foi um grande parceiro, que vai deixar saudade", completa.
Edy deixa a mãe, Maria das Dores, irmãos e familiares. O corpo está sendo velado na Funerária Reunidas e será sepultado às 9h, nesta sexta-feira (9), no Cemitério do Redentor.