11 de julho de 2026
Nacional

Em festa na casa de Maia, Temer diz ter os votos na Câmara

Por Igor Gadelha | Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 2 min

Em jantar de aniversário do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o presidente Michel Temer disse a políticos presentes que sua absolvição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi uma "bela vitória" e que está confiante de que terá os 172 votos mínimos necessários na Câmara para barrar eventual denúncia contra ele apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

A festa ocorreu na noite de sexta-feira (9), na casa do deputado Alexandre Baldy (GO), no Lago Sul, área nobre de Brasília. Líder do Podemos (antigo PTN) na Câmara, Baldy é um dos parlamentares mais próximos de Maia. Ele deve ser escolhido relator da CPI mista no Congresso que vai apurar supostas irregularidades em operações no mercado financeiro da JBS, empresa cujos donos delataram Temer.

Convidados

A comemoração promovida por Maia teve tom pessoal, de acordo com os presentes. Poucos foram os deputados convidados, entre eles, o líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), e Fernando Monteiro (PP-PE). Os ministros Antônio Imbassahy (Secretaria de Governo) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência), padrasto da mulher do presidente da Câmara, também compareceram. Até mesmo políticos da oposição passaram pela festa.

Temer chegou ao jantar pouco depois das 23 horas. Estava acompanhado da primeira-dama, Marcela Temer. Antes de sua chegada, ministros pediram aos demais políticos que evitassem tocar no assunto do TSE. Não queriam passar a imagem de que o presidente estava "comemorando" o resultado do TSE, que absolveu a chapa Dilma-Temer por 4 votos a 3.

Na festa, Temer e Marcela ficaram separados. A primeira-dama ficou com mulheres de outros políticos, enquanto o presidente circulou pelas rodas de parlamentares. Ele conversou com o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), que já se posicionou contra a saída dos tucanos do governo, e até com opositores presentes. Temer deixou o local pouco depois da meia-noite. A "senha" para justificar a saída foi a de que Marcela precisava "descansar". Na saída, disse que vai "continuar pacificando o País".