| FotoJump/LNB |
| Alex Garcia foi o cestinha do Gocil/Bauru com 24 pontos |
O quarto jogo do playoff foi marcado por nervosismo no início; depois o Gocil Bauru foi efetivo na defesa e contou com noite inspirada de Gui e a mão certeira de Alex Garcia.
A vitória bauruense no quarto jogo do playoff final do NBB, ontem em São Paulo, foi marcado por nervosismo das duas equipes no primeiro quarto. Depois, entretanto, a equipe bauruense foi firme na defesa e efetiva no ataque.
O jogo começou com muitos erros de arremessos, dos dois lados. As equipes pareciam nervosas e também tentando se adaptar ao ginásio, que pela primeira vez recebeu um jogo de NBB. Gegê, de três, abriu o placar, mas logo o Paulistano empatou, com uma bola do perímetro e outra de dois pontos de Yago. Mas Jefferson estava com a pontaria em dia, e acertou duas bolas de longe. Os donos da casa responderam com Hure, Georginho e Yago, também do perímetro, fechando o primeiro quarto na frente, 19 a 17.
No segundo período, Alex colocou Bauru na frente, em dois chutes de fora, e em seguida Gui também acertou bola de longe. Lucas Dias diminuiu para o Paulistano, e na mesma jogada acabou torcendo o pé esquerdo, ficando sem condições de seguir em quadra. A vantagem bauruense foi mantida com bolas de Gui e Jefferson, enquanto o clube da capital paulista anotou pontos com Arthur Pecos e Guilherme Hubner. Mas o time mandante errou muito nos últimos minutos. E Bauru foi para o intervalo vencendo por 38 a 33.
A terceira parcial teve domínio do Dragão. Os visitantes imprimiram ritmo mais forte de jogo, marcando bem o adversário e criando boas jogadas. As bolas de três de Bauru caíram, principalmente com Gui e Alex, enquanto o clube da capital não conseguiu ter o mesmo aproveitamento. Bauru abriu dez pontos de vantagem ao final da parcial, 60 a 50, e mesmo em minoria, a torcida bauruense fazia mais barulho no ginásio.
Com o placar a favor, Bauru controlou bem o último período. Valtinho apareceu bem no ataque, juntamente com Shilton e Leo Meindl. O Paulistano ainda insistiu, com Georginho arriscando do perímetro e Renato no garrafão, mas não o suficiente para alcançar o Dragão. Faltando três minutos para o encerramento da partida, vários torcedores do clube mandante já começavam a deixar o ginásio, enquanto a torcida de Bauru, que contou com cerca de 400 pessoas, fazia a festa.
Nada definido
Após o jogo, elenco e comissão técnica pregaram foco total. "É uma semana longa, sete dias que vão parecer dois meses. Os times já fizeram tudo o que poderia ser feito ao longo da temporada. Mas repito o que disse antes do quinto jogo contra o Pinheiros, na semifinal, a empolgação é da torcida, nós vamos jogar motivados, mas sabendo das dificuldades e que temos que vencer para conseguir o título", resumiu o técnico Demétrius Ferracciú.
"Hoje (ontem) conseguimos uma boa defesa, e dominamos os rebotes, isso fez diferença", avaliou o treinador. Bauru pegou 44 rebotes, contra 41 do Paulistano, porém foi mais efetivo no segundo tempo, quando decidiu o duelo. O ala Gui Deodato, que é bauruense e começou nas categorias de base da equipe, frisou a atuação coletiva. "Nosso time jogou bem coletivamente, e a defesa foi especial demais, levando apenas 64 pontos. Agora é lembrar tudo o que passamos na temporada, dentro e fora de quadra, e ir para o jogo final", resumiu.
O pivô Shilton enfatizou o desempenho da equipe dentro da série. "Dentro da quadra a gente pensa no jogo a jogo. O poder de reação é legal, a torcida vê, mas ninguém entra numa série de playoff pensando em virar, porque isso significa sair de uma situação em que você está perdendo. Mas nosso time conseguiu isso nas séries anteriores e agora buscou o empate, mas isso é só a metade do caminho, para chegar ao objetivo precisamos vencer o quinto jogo, que é tão ou mais perigoso do que este", concluiu.