11 de julho de 2026
Geral

Milhões de pessoas ainda são fumantes na população brasileira


| Tempo de leitura: 1 min

A proporção de fumantes na população brasileira caiu entre homens e mulheres de 1990 a 2015, passando de 29% para 12,6% entre eles e de 18,6% para 8,2% entre elas. Mas apesar da "história de sucesso", como destacaram os autores da pesquisa publicada no mês passado na revista médica "Tha Lancet", cerca de 19 milhões de brasileiros continuam a consumir produtos de tabaco regularmente, o que coloca o País na oitava posição no ranking global em número de usuários. E não é por falta de informação sobre os malefícios do tabagismo, destaca Tatiane Montella, oncologista clínica.

"O cigarro causa 85% das doenças pulmonares crônicas e 30% de todos os cânceres, além de ser um fator importante no desenvolvimento de doenças cardiovasculares", lembra. "Políticas de saúde focadas na prevenção mostraram bons resultados, mas ainda dá para melhorar."

E foi justamente pensando nisso que a Organização Mundial da Saúde (OMS) escolheu como tema do Dia Mundial sem Tabaco deste ano, celebrado no último dia 31 de maio, "Tabaco - uma ameaça ao desenvolvimento". A ideia é ressaltar que os prejuízos vão muito além da saúde individual dos consumidores, atingindo também a economia e o meio ambiente.

"As pessoas já têm uma boa noção dos malefícios do fumo no nível pessoal, com pesquisa indicando que 90% dos brasileiros reconhecem a associação do fumo com doenças muito graves", aponta Cristina Perez, psicóloga da área de Promoção da Saúde da Fundação do Câncer. "É preciso, então, chamar a atenção para outros impactos, além da saúde pessoal.