Quantos milhões são gastos mensalmente com a Justiça Eleitoral que só existe no Brasil - TSE!
Sentei-me diante da TV, desde o primeiro momento, ansiosa para ouvir o relator Herman Benjamin. Quanta expectativa esperançosa habitava no meu coração cidadão e nos meus modestos e mais intensos conhecimentos jurídicos de uma faculdade de Direito, bem cursada, tão ávida, estava em busca de uma Justiça, que me convencesse na trajetória da vida e, também, por segurança.
Para perplexidade minha, senti logo no segundo dia da "cassação" da chapa Dilma-Temer, que ou eu não sabia contar até 7, ou a chapa saia vitoriosa com o "voto" de Minerva do presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes.
Não desliguei a TV por isso, embora a vontade fosse esta. Precisava continuar uma tese, que insurgiu nos primeiros minutos do Julgamento: quem é o relator?
Foi a postura melhor que tive; esqueci Caixa 1 e 2 e fiquei focada nos argumentos do Ministro Herman Benjamin, sedenta de aprendizagem e constatação dos meus conhecimentos de democracia, cidadania e de "propina".
Como afirmou o Relator, só os índios não conectados da Amazônia, ignoravam a roubalheira que ocorria com os políticos do nosso amado Brasil.
E mais, com uma gripe mal curada, ele, não interrompia seu raciocínio lógico.
Vi nesse cidadão Juiz, uma probidade com os recursos públicos e uma intimidade popular, que eu não saberia, se desligasse a televisão.
Relator respeitado pelos pares, embora houvesse ímpares ao seu lado. Não titubeava e no dia seguinte acompanhado da insistente e forte gripe, retomava os trabalhos com uma segurança e com um português jurídico perfeito, citando as provas robustas dos autos, nas quais acreditava, pois indícios é que não tinha ali. Só fatos reais e concretos que não precisavam nem ser demonstrados. A grande estrela do TSE, Herman Benjamin, sentia a necessidade da cassação da chapa, já que no Brasil ninguém elege Vice-Presidente.
Se eu fosse discorrer sobre o relatório e seu autor, levaria dias e dias. Isso é árido trabalho para o grande intelectual decano, o mestre Zarcillo Barbosa.
Paremos por aqui, acreditando num Brasil melhor, apesar das "cartas marcadas" à espera do voto de Minerva, pois muitas pessoas e cidadãs ativistas, como eu, viram e ouviram que não estavam sozinhas.
Um aconchego apertou meu coração, quando percebi claramente que o eminente e nobre Relator não mudaria sua trilha. Tinha convicção plena dos crimes que abalam o país e que a ordem do plantio deles nos autos era um irrelevante penal. Crime é crime, independente da sequência!
Essa semeadura de integridade e moralidade caiu em solo fértil e a colheita positiva será inexorável. Voto nenhum muda essa jurisprudência popular! Parabéns, Brasil, você não está sozinho, conte com o ministro juiz relator Herman Benjamin! E num futuro próximo até com os índios da Amazônia, tal o amadurecimento do povo e suas mobilizações contínuas.