08 de julho de 2026
Geral

Cachorra volta ao lar após 'velar' sua mãe


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Divulgação
Aninha deu mostras de que sente falta de Nina; estiveram juntas até o resgate
Camila foi em busca de Aninha nessa quinta (15) à tarde

A cachorra sem raça definida, flagrada na última quarta-feira (14) guardando o corpo de outra cadela que morreu atropelada, voltou nessa quinta-feira (15) à tarde para a casa da família de onde ambas tinham saído, no Núcleo Geisel, em Bauru.

A filhote de 8 meses chamou atenção de quem passou pelo final da avenida Nações Unidas (em um terreno perto do CTI da Unesp) porque chegou a fazer um buraco no chão, bem ao lado do corpo. "Elas eram mãe e filha", explica Camila dos Santos Luiz. Aos 4 anos, Nina morreu durante o 'passeio' com Aninha.

A sensível cena foi observada pela estudante Francini Purini, próximo da casa onde as duas moravam e que abriga outros três cães, sendo dois deles filhotes de Nina ainda com 40 dias. "Ela já estava desmamando. Teve sete filhotes. Iríamos dar esses dois que sobraram. Agora não vamos mais", acrescenta Camila.

De acordo com ela, Nina, que era uma Fox Paulistinha, saiu como sempre fazia. Já Aninha escapou. Maria Lúcia, mãe de Camila decidiu procurá-las, mas seguiu para outro sentido. À tarde, uma vizinha contou ter visto a Nina já sem vida e o resgate de Aninha.

Maria Lúcia foi até o terreno indicado, mas já não havia nada por lá. "Hoje (quinta-15) pela manhã, uma amiga minha ligou porque leu no Jornal da Cidade que Aninha havia sido recolhida", comenta Camila. Aninha foi levada para a casa de uma familiar de Francini.

No momento do reencontro, foi só ouvir seu nome, que Aninha fez festa. Ao chegar em casa, foi procurada pelo filhotinhos de 40 dias e foi brincar com Hulk, o cão mais velho da casa, com 17 anos. "Depois, ficou quietinha. Parece sentir falta da Nina", explica.

FAMÍLIA

A possibilidade de Nina e Aninha possuírem laços sanguíneos já havia sido aventada pelo veterinário Eduardo Fagundes, justamente por conta do buraco feito por Aninha ao lado do corpo de Nina. "Não há dúvidas de que ela pode ter feito esse buraco para enterrar o corpo", comentou anteontem o profissional. Segundo ele, tal ação instintiva é mais comum quando os animais são 'da mesma família'.