08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Adeus, guerreira!

Maria Ines Faneco
| Tempo de leitura: 1 min

Tia Irene guerreira, destas que a gente vê em filme, mulher forte e tão frágil, fez uma cirurgia de retirada de estômago 50 anos atrás e conseguiu viver até sábado, mulher íntegra honesta, assim como os filhos que ela criou.

Acho que por ter tido um problema tão grande no passado de saúde, eu achava que a tia era imortal, e mesmo quando ela ficava mais frágil do que era, eu ainda achava que ia tirar forças para ressurgir assim como Fênix. Estivemos na UTI na sexta e apesar do estado triste que se encontrava, eu ainda apelava para que conseguisse mais uma vez voltar, mas não deu.

Na madrugada, meu primo Jefersom, que tanto ajudou e socorreu ela para cima e pra baixo, me manda mensagem, tinha chegdo ao fim o sofrimento da tia. Que dor, que tristeza, um vazio na madrugada com tanta gente dormindo por perto, que dor, parecia que meu coração ia estourar de tristeza, minha pequena tia com menos de 40 quilos foi uma guerreira, deixou muita saudades, é difícil saber e ver que as pessoas não são imortais.

Vi o Biro em cima do caminhão do corpo de bombeiros no domingo, e na segunda de madrugada a notícia da sua morte. Fico sabendo da filha do professor, de apenas 13 anos, que morre, e fica uma dor na alma.

Logo a gente vai se encontrar, acredito que o céu deve ser uma grande festa, quando acabar de pagar meus pecados aqui encontro com vocês. Que Deus nos dê forças para continuar a nossa luta, grande abraço a todos. Meus primos Marisa, Marcia, Maria, Edsom, Valeria - a tia é um exemplo grande a se seguir, com um pouco mais de riso e alegria. Fiquem em paz, vocês fizeram mais do que podiam.