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| Paula Borgo foi um dos destaques do Osasco, campeão paulista e vice da Superliga |
Paula Borgo joga em um dos mais tradicionais times de vôlei do Brasil, o Osasco. Tem agenda corrida entre treinos e jogos. Porém, basta uma brecha no calendário para fazer as malas e pegar estrada. O destino sempre é Bauru, sua cidade natal e residência da família. De contrato renovado com o Osasco, a oposta recarrega energias com o carinho da família para encarar a temporada 2017/18 com força total.
O potencial para o vôlei levou Paula de Bauru aos 15 anos. Ela trocou o conforto da casa dos pais e o convívio dos amigos para perseguir o sonho de se tornar jogadora profissional em São Caetano do Sul. Mesmo distante desde então, ela nunca cortou o cordão umbilical com a cidade natal. E o fã número 1 é o próprio pai, Antônio Carlos, que realiza na filha o sonho de ser atleta. "Sempre que posso e que tenho folga de dois ou três dias venho para Bauru. Meu pai fazia atletismo e teve o sonho de ser atleta, mas na época não deu certo porque teve que trabalhar cedo. Ele sempre me fala que realizei a o sonho dele. Minha mãe (Débora) e meu irmão (Pedro) também me apoiam demais", conta Paula.
Antes de iniciar no vôlei, Paula tentou praticar natação, mas não gostou. Chegou a receber sugestões para tentar o basquete, mas se apaixonou mesmo pelo vôlei. Tanto, que aos 10 anos já praticava o esporte na Luso. "Eu era bem nova quando comecei a jogar. Sempre fui alta e meu pai me incentivou a fazer um esporte. Comecei a jogar vôlei e na primeira semana já estava apaixonada. Após dois meses já falava que gostaria de ser profissional", comenta a oposta.
Com apenas 13 anos, Paula já treinava com a equipe adulta de Bauru. Quando completou 14 anos, foi observada pelo time de São Caetano durante a Copa Piratininga de Vôlei, disputada em 2008, em Bauru. "O técnico de São Caetano, que se chamava Rubens, viu potencial em mim e me convidou para fazer parte da equipe. Ele conversou com meus pais, que na hora se assustaram um pouco, pois eu era muito nova. Mas eles aceitaram porque sabiam que era meu sonho", lembra a atleta, que aos 15 anos iniciava a carreira que a levaria a conquistar títulos.
SUPERAÇÃO
Em 2009, Paula já era convocada para a seleção paulista para o Campeonato Brasileiro, categoria sub-16. Porém, um dos momentos mais difíceis ocorreu na final do Estadual daquele ano, quando rompeu os ligamentos do joelho esquerdo. A atacante foi submetida a cirurgia e ficou cerca de 10 meses fora das quadras. "Na época, o médico chegou a dizer que eu precisaria fazer uma cirurgia muito bem feita para que pudesse continuar jogando. Foi uma fase bem difícil, acredito que a mais complicada da minha vida. Muitas coisas passaram pela cabeça e bateu aquela dúvida se teria que parar de jogar. Sentia muita dor, mas superei", recorda.
Depois de jogar seis anos por São Caetano e a temporada 2016/16 pelo Pinheiros, Paula foi contratada pelo Osasco. Chegou ao clube com 22 anos. "Cresci como atleta. Aprendi muito, tanto tática e tecnicamente, como a jogar com a pressão de um clube de ponta. Estou muito feliz em permanecer na equipe para continuar evoluindo", afirma a atleta.
Paula vem em um crescente na carreira. Campeã mundial sub-23 em 2015 com o Brasil, a oposta se destacou na Superliga 2015/16 jogando pelo Pinheiros, sendo a quinta maior pontuadora, com 363 acertos - 328 em ataques -, a terceira melhor neste fundamento. Como resultado, foi convocada para a seleção brasileira que disputou o torneio de Montreux, na Suíça, em 2016.