08 de julho de 2026
Geral

Multidão dá adeus ao padre Boaventura

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Aceituno Jr.
Missa de adeus ao padre Boaventura Barrón (foto abaixo) foi marcada por forte comoção

Morreu, na madrugada dessa segunda-feira (26), o padre Boaventura Barrón Ramírez, aos 94 anos. Vigário da Paróquia Maria Mãe do Redentor, do Jardim Redentor, ele estava internado no Hospital Beneficência Portuguesa e faleceu por complicações de saúde decorrentes da idade.

Sob forte comoção e na presença de centenas de fiéis, o corpo foi velado na matriz e sepultado no Cemitério Jardim do Ypê, após realização de missa. Pertencente à ordem religiosa marianista, Boaventura foi pároco da Paróquia São Sebastião e também esteve à frente das paróquias Maria Mãe do Redentor e Sagrada Família.

"Mesmo com a mobilidade reduzida, ele seguiu em muitas frentes, prestando serviços de aconselhamento, administração do Sacramento da Penitência. Ele foi um evangelizador, um missionário que prestou um grande serviço para a Diocese de Bauru e o que fica é o sentimento de muita gratidão", comenta o monsenhor Luiz Antônio Lopes Ricci.

 

Padre Boaventura Barrón

 

Nascido em Briñas, na Espanha, Boaventura começou a fortalecer sua fé ainda na infância, quando teve uma osteomielite (infecção nos ossos) e ficou internado durante dois anos. Conforme ele contou na Entrevista da Semana do JC de 20 de janeiro de 2013, logo que deixou o hospital, aos 5 anos de díade, passou a frequentar um colégio ligado à Igreja.

Aos 23 anos, se tornou professor de grego e espanhol, ainda na Espanha, e, em 1976, mudou-se para o Brasil para atuar como missionário na cidade de Tupã. Já ordenado padre, veio para Bauru ao ser convidado a assumir a Paróquia São Sebastião, em 1984. Depois, ainda atuou nas paróquias Maria Mãe do Redentor e Sagrada Família.

LEGADO

O sacerdote foi, ainda, capelão no Instituto Lauro de Souza Lima e confessor na Catedral do Divino Espírito Santo todas as quartas-feiras. Durante mais de 20 anos, também manteve um programa de rádio pela AuriVerde.

"Ele levou seu ministério com muito zelo e foi sempre muito querido pelos demais padres e pelos fiéis. Ele sempre foi muito bem humorado e sempre tinha uma palavra amiga. Era uma pessoa atualizada com o mundo de hoje", observa o padre Marcos Pavan, pároco da Catedral.

Para irmão Domingos Fuentes Salgado, diretor da Associação Caná, formada por religiosos da Companhia de Maria e pela Família Marianista, o carinho demonstrado pelos fiéis durante o velório e sepultamento é reflexo do trabalho intenso de evangelização realizado por Boaventura. "Era um trabalho focado na caridade e misericórdia, com simplicidade e alegria. Esta última homenagem recebida por ele hoje (nessa segunda-26) resulta desta dinâmica do amor, que só faz as pessoas crescerem", completa.