| Polícia Federal/Divulgação |
| Entre as armas destruídas, há espingardas, revólveres e pistolas |
A Polícia Federal (PF) e o Exército fizeram, nessa quarta-feira (28), a destruição de 499 armas apreendidas pela unidade de Bauru ou entregues ao órgão local através da Campanha do Desarmamento, no período de um ano. Os artefatos foram esmagados por um rolo compressor e os restos, derretidos em auto-forno industrial de uma siderúrgica situada na região metropolitana de São Paulo. Por questões de segurança, detalhes sobre o local do derretimento não puderam ser revelados.
Segundo o agente da PF de Bauru Marcelo Bueno, o material exterminado será reaproveitado como matéria-prima para a produção de aço. Parte do armamento destruído nesta quarta, especifica ele, é resultado das apreensões em operações e flagrantes. Entre os artefatos, estão fuzis Ak-147, espingardas, revólveres e pistolas de calibres diversos. A ação junto ao Exército é realizada a cada seis meses ou um ano, dependendo da quantidade de armas para destruição.
No montante destruído, estão incluídas também as armas entregues pela população, detalha Bueno. “Em média, recebemos de quatro a cinco unidades por semana. As mais comuns são revólveres de calibre permitido (22, 32 e 38), seguido por espingardas”.
A média de recolha se mantém a mesma nos últimos quatro anos, revela Bueno. “Houve uma queda, pois antes recebíamos o dobro [de armas]”, frisa ele, sobre os artefatos recolhidos na Campanha do Desarmamento, instituída em 2003.
O intuito da Campanha era fazer com que as pessoas que portassem armas de fogo sem registro tivessem um prazo de 180 dias para a regularização junto à Polícia Federal ou as entregassem com direito à indenização. Essa última opção ainda está em vigor.
Os proprietários podem entregar o armamento à PF, sendo indenizados em valores que variam de R$ 150,00 a R$ 450,00, dependendo do tipo da arma. “O valor mais alto é pago a armas de calibres restritos, como fuzis”, exemplifica o agente federal.
Bueno frisa que não haverá qualquer tipo de investigação em relação à origem da arma ou ao seu portador. Desde a instituição da campanha, ele diz não ter notado redução na estatística de crimes. “Há uma percepção de queda no número de acidentes domésticos”, detalha.
COMO ENTREGAR
Para participar da Campanha do Desarmamento, basta preencher o requerimento eletrônico de guia de trânsito de arma de fogo, disponibilizado no https://desarma.mj.gov.br.
Após preencher o documento e imprimi-lo, a pessoa deverá ir até a polícia com a guia de trânsito em mãos e o documento de registro de arma, caso disponível. O interessado receberá um protocolo de indenização no momento da entrega da arma de fogo.
O dinheiro poderá ser sacado em qualquer posto de autoatendimento do Banco do Brasil. Já o objeto recolhido será inutilizado, sempre que possível.
Reaproveitadas
Um decreto expedido pelo Ministério da Justiça, em dezembro de 2016, autoriza que os órgãos de segurança pública utilizem armas de fogo apreendidas com criminosos. Segundo Marcelo Bueno, a unidade da PF em Bauru está prestes a adquirir três artefatos nessas condições.
“O juiz já autorizou. Agora, o Comando do Exército expedirá um registro para a utilização das armas, que devem estar em boas condições de uso e dentro do rol de armamento cujas munições são disponibilizadas pelo governo”, explica.