08 de julho de 2026
Geral

Ato percorre o Centro e fecha agências bancárias

Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 3 min

Fotos: Douglas Reis
Contra as reformas Trabalhista, da Previdência e as terceirizações, os manifestantes marcharam pela avenida Rodrigues Alves
Clientes enfrentaram filas nas agências de Bauru

A manhã dessa sexta-feira (30) foi marcada por protestos na região central de Bauru, onde seis agências bancárias pararam as atividades até o meio-dia. Além de passeata pelas principais avenidas da cidade, os manifestantes se concentraram em frente à Câmara Municipal. O ato reuniu cerca de 1 mil pessoas, segundo os organizadores. Já a PM fala em 600.

O protesto contra as reformas Trabalhista, da Previdência e as terceirizações, realizado em todo o País nesta sexta, começou às 6h, em frente à Câmara. Após a concentração, os participantes marcharam pela avenida Rodrigues Alves sentido Nações Unidas, cujos trechos ficaram com o trânsito complicado durante a passeata.

Retornaram pelo mesmo trajeto e encerraram os atos em frente à sede do Poder Legislativo, onde a quadra 1 da Praça Dom Pedro II permaneceu interditada até por volta das 10h, horário em que muitos bauruenses foram pegos de surpresa ao procurar atendimento em algumas agências bancárias do Centro.

Ao todo, seis unidades privadas fecharam durante o período da manhã dessa sexta (30), informou Priscila Rodrigues, uma das diretoras do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/CSP Conlutas. “As maiores agências da região central pararam as atividades, em ato contra as reformas”, destacou Rodrigues.

O expediente foi normalizado ao meio-dia. Antes disso, porém, era possível realizar transações somente na área de autoatendimento, o que não ajudou em nada a auxiliar administrativa Ana Paula dos Santos, 28 anos. A serviço da empresa em que trabalha, ela precisava da emissão de um boleto, com autorização do gerente do estabelecimento bancário.

“Fui surpreendida, pois não sabia que o banco estava fechado”, relatou Santos, que, apesar do imprevisto, não fez criticas aos protestos. “Acho válido, porque essas reformas irão atingir todos os trabalhadores, inclusive eu”, opina.

Ela não foi a única que teve contratempo por conta da paralisação parcial das agências do Centro da cidade, nessa sexta-feira (30) pela manhã. Dayane Cristina precisava fazer um depósito direto no caixa, para que a quantia caísse na mesma hora na conta do irmão. “Ele está em Jaú e precisa do dinheiro para comprar alguns materiais da faculdade”, reclamou. 

PREPARAÇÃO

O número de manifestantes ontem foi bem menor em comparação com os protestos realizados há dois meses - denominado greve geral -, quando milhares de pessoas tomaram as principais avenidas da cidade e trechos de rodovias.

Na ocasião, o transporte público foi interrompido, o que não ocorreu desta vez. Organizado por centrais sindicais, movimentos sociais e partidos políticos - como PT, PSOL e PCO -, o ato desta sexta foi classificado como positivo, apesar da menor adesão.

“Hoje (sexta-30), não teve paralisação dos transportes e outras empresas também não pararam, como no dia 28 de abril. No geral, valeu, porque precisamos mostrar para o Brasil que essas reformas não vão passar. Esse ato é uma preparação para uma greve geral, que deve acontecer em breve”, destaca o coordenador regional da CUT, Itamar Calado.

Entidades 

Além da CUT, Sinserm e categoria dos eletricitá- rios, outras entidades participantes foram a Força Sindical, Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo, Esquerda Marxista, Frente Anarquista de Luta e CSB.

Entre os sindicatos, estão representados em Bauru e região o Sindluz, SindSaúde, dos Hoteleiros, Sifuspesp, Apeoesp, dos Químicos, dos Jornalistas, dos Calçadistas de Jaú, o Sintunesp de Botucatu, Oposição Bancária, Seaac, dos Metalúrgicos, dos Papeleiros de Jaú, e dos Trabalhadores em Escritórios de Empresas de Transporte.

Douglas Reis
Ato contra reformas: manifestantes também se concentraram em frente à Câmara
PM/Divulgação
Passeata reuniu centenas de manifestantes pelas ruas do Centro da cidade