09 de julho de 2026
Bairros

Um norte para a Nações Norte

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Com 3,5 quilômetros de extensão, a avenida Nações Norte, em Bauru, foi criada na prancheta do projetista Adelmo Bertussi, então funcionário da Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan). A ideia, inclusive, foi encampada pelo arquiteto Jurandyr Bueno Filho, que, anos depois, deu sequência à mobilização pela construção da via.

O fato se tornou público e ganhou novo e decisivo impulso em 1 de janeiro de 2005, quando o JC publicou a ideia da Nações Norte e seu parque que, na ocasião, foi apelidado de "Ibirapuera de Bauru".

Tempos depois - especificamente em 19 de junho de 2011, a via foi inaugurada, após um trabalho político do deputado Pedro Tobias, que conquistou a obra junto ao governador Geraldo Alckmin.

Após a abertura, o local passou a ser ocupado por moradores do entorno, que buscavam lazer, cultura, diversão, esportes e tudo mais que era, e ainda é, inexistente nos bairros daquela região.

Hoje, a ausência de equipamentos públicos provoca sensação de insegurança nos comerciantes e em moradores dos bairros. Estes, por sua vez, reivindicam melhorias estruturais nas áreas de segurança, trânsito, iluminação, limpeza e, até mesmo, lazer. 

SEM PRAZOS

Em resposta, o poder público apostará em sua estrutura, porém, não estabeleceu prazos. A implantação do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo e do Parque Jurandyr Bueno Filho está entre os planos de curto prazo para a Nações Norte.

Além disso, o município já está com o projeto completo da nova Arena Poliesportiva de Bauru, que terá capacidade para 5 mil pessoas e abrigará modalidades como basquete, vôlei, futsal e handebol. E a avenida Nações Norte - especificamente, o futuro Parque Jurandyr Bueno Filho - é o local mais cotado para receber o estádio. Embora os moradores e comerciantes da região reclamem da estrutura precária do local, reconhecem o seu potencial para ser o mais novo cartão postal do município. Basta investimento.

Confira, nas páginas a seguir, as principais reivindicações de quem vive ou trabalha no entorno da via e as ações que estão sendo desenvolvidas por parte do poder público.