11 de julho de 2026
Nacional

Ex-ministro de Temer, Geddel Vieira Lima é preso pela Polícia Federal


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O ex-ministro Geddel Vieira Lima foi preso nesta segunda-feira (3) pela Polícia Federal acusado de obstrução de justiça. A prisão ocorreu na Bahia. A prisão é preventiva, ou seja, sem tempo determinado de duração.

A Polícia Federal deflagrou em janeiro a operação Cui Bono? ("A quem beneficia?", em latim), que mirava Geddel e sua gestão na vice-presidência de pessoa jurídica na Caixa Econômica Federal, entre 2011 e 2013. A PF suspeita de esquema de fraudes na liberação de créditos no período.

De acordo com o Ministério Público Federal, a prisão de Geddel tem como base os depoimentos do operador financeiro Lúcio Funaro, do executivo da JBS Joesley Batista e do diretor jurídico do grupo J&F, Francisco de Assis e Silva. Segundo os três, Geddel agia para tentar atrapalhar as investigações sobre irregularidades na liberação de recursos na CEF.

A investigação começou a partir de elementos colhidos em um antigo celular do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Em 15 de dezembro de 2015, a PF realizou buscas na casa de Cunha e apreendeu o telefone no qual estavam armazenadas mensagens trocadas com Geddel.

Também fazem parte do esquema, segundo a investigação, empresários e dirigentes de empresas dos ramos de frigoríficos, de concessionárias de administração de rodovias, de empreendimentos imobiliários, além de Lúcio Bolonha Funaro, operador do mercado financeiro. Os investigadores suspeitam que o grupo tenha praticado crimes de corrupção, quadrilha e lavagem de dinheiro.

A investigação corria no STF (Supremo Tribunal Federal), mas quando Geddel perdeu o cargo de ministro o caso passou a tramitar na primeira instância.

O mandado de prisão foi assinado pelo juiz Vallisney Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal no Distrito Federal. A ordem foi cumprida na tarde desta segunda, segundo a Procuradoria no DF.