Gostaria de parabenizar o Jornal da Cidade pela matéria sobre a origem dos nomes das cidades, realizada pelo jornalista Nelson Itaberá Gonçalves. Tive a honra e a oportunidade de dar uma pequena contribuição nesse estudo e gostaria de retificar uma informação que foi publicada.
O antigo distrito de São José das Antas, que pertencia ao município de Piratininga, deu origem ao município de Gália, e não Duartina como foi publicado. Já Duartina, antes de ter esse nome, era a vila de Santa Luzia. Garça não fazia parte do abecedário, já que o "g"era Gália. Aproveito este espaço para complementar algumas informações interessantes sobre o assunto:
Até a década de 1920, a oeste de Piratininga havia ainda muitas matas para serem desbravadas e apenas alguns pequenos povoados. No meio dessas matas, as fazendas de café estavam sendo abertas e surgiam essas rústicas aglomerações urbanas. O território de Piratininga era imenso, compreendendo, além da sede do município, os vilarejos de Mirante (Cabrália Paulista), Santa Luzia (Duartina), São José das Antas (Gália), São Pedro das Antas (Lucianópolis) e Nova Hema (depois, Caçador e hoje, a cidade de Ubirajara). Quanto ao "abecedário da Paulista", o engenheiro Adolpho Pinto, que comandava as obras da Alta Paulista, teve a ideia de nomear as estações em ordem alfabética.
Dizem que ele pensava que ficaria mais fácil para os passageiros dos trens saberem se estavam chegando perto dos destinos - lembrando que as pessoas vinham de muito longe, até do outro lado do mundo, para trabalhar naquela, então, nova região cafeeira. O abecedário começava na primeira parada após Piratininga, a estação América (hoje, Alba). Segundo Nilson Ghirardello em "Breve Olhar Sobre as Cidades Paulistas", a sequência era Brasília, Cabrália, Duartina, Esmeraldas, Fernandina, Gália, Hespéria, Italina, Jafa, Kobe, Lácio, Marília, Nipônica, Ormuz, Pompeia, Tupã e Universo.
Agradeço a publicação e aproveito para ressaltar a importância de matérias dessa natureza para a população da nossa região. Nós só podemos amar, preservar e desenvolver plenamente o lugar que vivemos se conhecemos a nossa história.