10 de julho de 2026
Política

Medicina da USP Bauru terá caráter humanizado


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Prédio onde ficarão os leitos hospitalares do curso de Medicina da USP em Bauru

O novo curso de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) em Bauru irá oferecer uma formação humanista e diferenciada das que são ofertadas nos campi da instituição de ensino em São Paulo e Ribeirão Preto. Em dez anos, a intenção é fazer com que ele se transforme em um dos melhores cursos de toda a América Latina.

Em coletiva de imprensa realizada ontem, a diretora da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) e superintendente Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC), o Centrinho, Maria Aparecida de Andrade Moreira Machado, adiantou que os alunos deverão ter contato com a rede pública de saúde desde o primeiro ano de aprendizado, em 2018. “Vamos propor uma dinâmica mais atual. O estudante terá a chance, por exemplo, de ver a realidade de uma mãe chorando em um pronto-socorro porque precisa internar o filho e não tem vaga. Ele vai ter a oportunidade, desde o começo, de conhecer o dia a dia da saúde pública”, observa.

Um dia para a história

Uma data histórica para a consolidação de Bauru como polo regional de saúde ocorreu nessa terça-feira (4), no Conselho Universitário da Universidade de São Paulo (USP), na Capital. A abertura da primeira turma de graduação em Medicina, com 60 vagas iniciais já para 2018, saiu da gaveta após a articulação do deputado estadual Pedro Tobias (PSDB), que obteve aval do governador e médico Geraldo Alckmin (PSDB), o empenho pessoal do reitor da USP, Marco Antonio Zago, do secretário estadual de Saúde, David Uip, a partir da iniciativa da diretora da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) e superintendente do Centrinho, Maria Aparecida de Andrade Moreira Machado, somados à parceria local assumida pelo prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD).

A aprovação, com 67 votos dos 97 conselheiros, foi condicionada. Conselheiros de outras unidades da USP mostraram preocupação com a garantia de recursos para sustentar a criação do curso. Zago pediu apoio aos conselheiros e negociou, ainda ontem, que a abertura da graduação em Medicina fosse condicionada à assinatura de convênio junto à Secretaria Estadual de Saúde para dar suporte estrutural ao funcionamento do novo hospital, no câmpus, e financeiro. Ao JC, o governador garantiu que cumprirá o acordado.

A USP abriu mão do "predião", construído com recursos públicos, mas que está ocioso há anos. O Estado aceitou assumir o prédio e, em parceria com a Prefeitura de Bauru, vai reorganizar leitos de alta e média complexidade para o novo Hospital Geral. Os serviços do Hospital de Base entram na redistribuição (leia mais na página 4). Servidores do Centrinho serão absorvidos pela nova estrutura e as faculdades de Medicina de Ribeirão Preto e de São Paulo prometeram apoio na formação do curso e com docentes.

Leia a matéria completa na edição impressa do JC desta quinta-feira.