11 de julho de 2026
Articulistas

Faculdade de Medicina em Bauru: o lado econômico

Reinaldo Cafeo
| Tempo de leitura: 3 min

Próximo ao seu aniversário, completará 121 anos em primeiro de agosto, Bauru ganha um de seus melhores presentes: o anúncio da instalação de sua tão sonhada Faculdade de Medicina.

Viabilizada por inúmeros atores, alguns mais evidenciados e outros nem tanto (que atuaram nos bastidores) esta Faculdade sem dúvida trará inúmeras vantagens a nossa cidade.

Não obstante entender que somente o ganho na área de saúde já é por si um grande ganho, não podemos deixar de considerar o aspecto econômico desta conquista (isso sem falar da possibilidade de em breve teremos o início das atividades da Faculdade de Medicina privada).

Se considerarmos a oferta de vagas das duas Faculdades, a público e privada, haverá ampliação do orçamento das mesmas. Docentes, auxiliares, pesquisadores, serão contratados. Mais renda disponível. Alguns acadêmicos virão de fora, portanto, movimentarão, o mercado imobiliário. Não no início, mas ao longo do tempo, a geração de riqueza será potencializada. Os alunos que vierem de fora consumirão produtos e serviços aqui gerados.

É possível ainda projetar a contratação de prestadores de serviços, a compra de materiais necessários ao funcionamento dos cursos, e até mesmo o abrigo em nossa cidade de Congressos, Feiras e tantas outras atividades que permeiam o universo da medicina.

Há o que podemos denominar de capilaridade entre o curso em si e os demais setores da economia, criando um ciclo virtuoso.

Observem que, mesmo em tempos bicudos, é possível, com determinação, influência política e bons projetos, alavancar o crescimento da cidade.

Esta conquista deve ser motivadora para buscar soluções as "travas" de nossa cidade. É imperativo que o sonhado Instituto de Planejamento saia do papel. É preciso pensar a cidade para os próximos 10 a 15 anos. Para que isso seja verdadeiro o setor público municipal deve reconhecer que isoladamente não será capaz de realizar tudo que a cidade necessita. As Entidades civis estão organizadas, estruturadas, dispostas a fazerem parte da história da cidade. O setor público deve assumir seu protagonismo e aglutinar todos que desejam o melhor para a cidade.

Com o Instituto em operação, poderemos pensar em desenvolver a matriz de transporte, tornando Bauru em efetivo polo logístico. Será possível pensar o futuro de nosso aeroporto e sua convergência com a ferrovia, rodovia e hidrovia.

Também é preciso que cidade lidere soluções estruturantes de sua macrorregião. O tratamento do lixo é um dos exemplos de que a solução para algumas travas deve ser compartilhada com outros Prefeitos e Prefeituras de nossa região.

Bauru se esquece que é sede de governo e como tal, deve encabeçar o crescimento, sustentado, de nossa região.

A vinda da Faculdade de Medicina para Bauru, deve ser um marco para que a cidade entenda que seu potencial econômico (entre outros) é muito maior do que avaliam alguns pessimistas que têm, o que podemos denominar, de "olhar viciado" em relação a geração de riqueza de nossa cidade. Bauru não pode perder a oportunidade de avançar na direção de seu desenvolvimento e esta conquista representa um grande e importante passo.

Parabéns a todos que de alguma maneira trabalharam para que a Faculdade de Medicina de Bauru se tornasse realidade.