11 de julho de 2026
Política

Governador deve vir para lançamento da Medicina no aniversário da cidade

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 4 min

Douglas Reis
Maria Aparecida Machado e Pedro Tobias revelaram mais dados sobre o curso nesta quinta-feira

Em entrevista coletiva nessa quinta-feira (6) pela manhã, o deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) e a diretora da FOB/USP e superintendente do Centrinho, Maria Aparecida Machado, deram mais detalhes sobre a implantação do curso de Medicina no câmpus de Bauru da Universidade de São Paulo (USP), aprovado pelo Conselho Universitário da instituição na última terça-feira. Inclusive, o lançamento oficial do curso já tem data para ocorrer: no dia 1 de agosto, data do aniversário de 121 anos da cidade, devendo contar com a presença do governador Geraldo Alckmin (PSDB), entre outras autoridades.

Tobias e Maria Aparecida confirmaram que, além de formar novos médicos, a USP também ajudará a aperfeiçoar profissionais já atuantes no mercado de trabalho na região. "A faculdade vai auxiliar muito a treinar os próprios médicos que já trabalham nas unidades básicas, nas prefeituras, enfim quem já está no mercado. Eles vão ter acesso a treinamentos, para apreender coisas novas", destacou o deputado, que também é médico.

"A gente está programando um centro de simulação em saúde. A Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto já tem um, com 500 metros quadrados. E isso vai servir não só aos nossos estudantes, mas também aos profissionais, em parceria com a Diretoria Regional de Saúde (DRS-6), Samu, municípios, ou seja, será um benefício para a população em geral", completa Maria Aparecida Machado.

GRADUAL

A diretora da FOB também salientou que o atendimento aos bauruenses e região ocorrerá em até quatro anos, no novo hospital da USP. "Já estamos em tratativas com o governo do Estado, até porque em fevereiro de 2018 vamos receber os primeiros estudantes. Serão 60 alunos em 2018 e o mesmo número em 2019. Aumenta para 80 em 2020 e, a partir de 2021, serão 100 estudantes por ano", reitera.

Conforme o JC antecipou na última quarta-feira (5), a prefeitura entrará com uma contrapartida, assumindo o Hospital de Base. A União e o Estado continuarão a fazer aporte financeiro, mas o município começará a entrar com recursos também, e, com isso, terá o controle sobre boa parte das vagas do Base, e não mais dependendo da Central de Regulação do Estado (Cross). Isso, somado ao aumento de leitos com o hospital da USP, deve reduzir drasticamente a espera por vagas na rede pública da cidade.

Essa repactuação permitirá que o Estado direcione recursos ao Hospital da USP, assumindo ainda o Centrinho. O custo anual do Hospital de Base gira em mais de R$ 60 milhões, segundo informações obtidas pelo JC, e o município deve assumir entre um terço e metade deste valor, com o restante vindo do Estado e da União. Porém, os números detalhados ainda serão fechados pela prefeitura em breve.

FACULDADE

Inicialmente, o curso de Medicina será dentro da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB), que já conta com as graduações de Odontologia e Fonoaudiologia. Ao longo dos anos, a tendência é que seja criada uma Faculdade de Medicina para gerir o curso e a parte acadêmica do novo hospital universitário e do Centrinho. A USP, contudo, deve arcar apenas com o custo da parte acadêmica, e o Estado entrará com o aporte dos hospitais.

A FOB/USP salienta ainda que tem estrutura suficiente em termos de sala de aula e laboratórios para os primeiros anos de curso, e que já há procura de docentes atualmente lotados em São Paulo com interesse de lecionar no novo curso de Bauru.

CONQUISTA HISTÓRICA

Para Tobias, foi a maior conquista obtida em quase duas décadas de atuação na Assembleia Legislativa. "Foi a maior conquista. Sem dúvida. A médio e a longo prazo, Bauru terá grandes mudanças para melhor na área da Saúde com esse curso. Quem já está em Bauru na medicina vai estudar mais, porque precisará acompanhar a USP, que vai trazer um novo tipo de formação", relata.

Tobias também enaltece o empenho de várias "forças vivas". "Foi uma grande notícia para todos nós. Foi um trabalho de várias pessoas, conjunto, as coisas só acontecem quando é o 'nós' e não o 'eu' que prevalece. E teve duas pessoas que tiveram um trabalho importantíssimo, que foi a Maria Aparecida, que acreditou, e o reitor Marco Antonio Zago, que bancou e também acreditou", frisou o parlamentar. "E claro, o governador Geraldo Alckmin, o secretário de Saúde, David Uip, e o prefeito Gazzetta que também entraram com a parceria", emendou.

Maria Aparecida agradeceu ao deputado. "Ele sempre trabalhou pela saúde na região, e abriu as portas junto ao governo do Estado. Aquele prédio do Centrinho tem 22 mil metros quadrados e a cidade precisa dele. O prefeito também entrou com a contribuição e permitiu que tudo isso fosse viabilizado. Em qualquer cidade, a saúde é prioridade, e o curso de Medicina na USP soma muito, porque, em São Paulo e Ribeirão Preto, os cursos já estão entre os melhores do mundo", enfatiza.

A dirigente também lembrou do empenho do ex-superintendente José Alberto de Souza Freitas, o Tio Gastão, do médico bauruense Assaf Hadba e de Renato Zaiden, diretor do Grupo Cidade, que desde 2011 apoiaram o diálogo com autoridades, como o ex-ministro Adib Jatene (falecido em 2014), a USP e o governo estadual.