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| Material de divulgação usado pela Arquidiocese de Niterói |
A coordenação geral da Ordenação Episcopal de monsenhor Luiz Antonio Lopes Ricci tem, neste domingo (9), uma noite de relevância religiosa. Trata-se da bênção das insígnias episcopais e profissão de fé pelo bispo de Bauru, dom Caetano Ferrari.
Na prática significa que, a partir das 19h30, na Paróquia de São Cristóvão, Ferrari presidirá a cerimônia em que serão abençoados a mitra, o anel, o báculo (bastão) e a cruz peitoral de Ricci.
Além disso, Ricci fará, perante a comunidade, a sua profissão solene de fé e fidelidade ao papa, sucessor do Apóstolo Pedro, informam os divulgadores.
Segundo o Cerimonial dos Bispos, as insígnias episcopais simbolizam o serviço, a jurisdição, a prudência, o amor e a fidelidade do bispo à Igreja e àqueles que lhe foram confiados.
Conforme já noticiado, padre Ricci (hoje monsenhor) será, aos 51 anos, o primeiro bispo nascido em Bauru. Ele foi anunciado pelo Vaticano em 10 de maio e será bispo auxiliar de Niterói (RJ).
Muito conhecido como pároco da Igreja São Cristóvão até hoje, Ricci é professor de ética teológica e bioética na Faculdade João Paulo II (Fajopa), em Marília.
Tem mestrado e doutorado em teologia moral, pela Pontifícia Universidade Lateranense - Academia Alfonsiana de Roma, e pós-doutorado em bioética pelo Centro Universitário São Camilo, em São Paulo. Antes de entrar para o seminário em 89, ele trabalhou no comércio de Bauru.
Vendeu calçados no Calçadão da Batista de Carvalho desde os 14 anos. Em 10 de julho de 97, foi ordenado padre em Bauru. Ele é considerado pelos católicos um líder religioso muito envolvido com a comunidade.
Ricci terá a ordenação como bispo em 16 de julho, às 15h, no Santuário do Sagrado Coração de Jesus. Já em 5 de agosto, às 9h30, assume sua nova missão em cerimônia no ginásio do Colégio Dom Bosco de Niterói que contará, inclusive, com grande caravana de Bauru.
SERVIÇO
A Paróquia São Cristóvão fica na av. Nossa Senhora de Fátima, 15-80, em Bauru. Para os fiéis que não puderem acompanhar o rito, a partir das 19h30, a coordenação geral também transmitirá a cerimônia, ao vivo, pela página do Facebook da Paróquia de São Cristóvão (https://www.facebook.com/saocristovaobauru/).
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Para entender
Cruz peitoral: era costume dos primeiros cristãos trazerem consigo algum objeto sagrado que evocasse a lembrança de Nosso Senhor. Em ocorrências de perigo extremo, chegavam a levar consigo no peito a Santíssima Eucaristia. Mais tarde, usou-se a cruz como distintivo dos cristãos. Desde o século XIII, ficou reservada aos bispos.
Anel: o bispo utiliza-se também de um anel, que simboliza sua união existente com a diocese local.
Mitra: (latim: mitra, faixa) - nas origens a mitra era uma faixa estreita, presa a fronte por meio de cordões. Atualmente, segundo divulgadores, vem a ser uma espécie de capacete de forma elevada, com duas fitas atrás caindo nas costas, vestígios dos cordões que outrora seguravam a mitra na cabeça do bispo. A mitra indica o poder episcopal e o zelo que lhe compete em prol da religião.
Báculo: é um bastão de uso muito remoto. Já o vemos no século IV. Representa o cajado do pastor que assiste a obrigação de dirigir o rebanho. É uma insígnia de jurisdição e, por isso, o bispo não o pode usar fora da sua diocese.
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