11 de julho de 2026
Ciências

Ufa! Está surgindo um novo mundo! Confira com Alberto Consolaro


| Tempo de leitura: 4 min

Europa e a Ásia se integram totalmente pelo projeto Novas Rotas da Seda

Tudo é questão de reflexão, fora isto resta a superficialidade! Muitos acham que o mundo mudou muito nos últimos 20 anos, mas nada mudou, apenas tomamos conhecimento das coisas com mais facilidade. Corrupção, política, ciência e o ser humano na essência não mudaram!

O que mudou foi a forma de nos comunicarmos, ficou mais eficiente e ampliada, atingindo muita gente ao mesmo tempo. Os problemas de hoje já existiam no âmbito pessoal, familiar, social e político. Dá um certo desespero ver tudo acontecendo ao mesmo tempo em todos os lugares, mas antes também era assim, mas não tínhamos a oportunidade de sabermos.

As notícias demoravam para chegar, hoje é tempo real. Você pode escolher o que ler, ouvir e ver, só depende de você. Tem vários jornais, emissoras, sites e outras fontes, é difícil optar e se disciplinar, mas é necessário, pois a falta de informação promove ignorância, mas o excesso promove muito mais!

Quando falta informação, o que chega se usa ao máximo; há reflexão com desdobramentos e até ficção. Grandes escritores nascem nesses ambientes!

O excesso de informação é como comer automaticamente porque nos disseram que estes são os horários. As pessoas (a maioria) nem têm ideia do que comem e nem estão preocupadas com isto, assim, que engordam e adquirem doenças!

O excesso de informação cega e condena à superficialidade, pois para consumi-la tem que ser rápido, sem refletir. Conhecimento é construído dentro de nós, por nós, ninguém passa conhecimento para o outro. Podemos passar informação, instrumentos e processos, mas o conhecimento advém do pensar e refletir. Para pensar e refletir tem que se ter tempo, ambiência e iniciativa, há de se ter vontade e necessidade, deve se querer degustar o sabor do saber! Ninguém ensina nada a ninguém, são as pessoas que aprendem!

SAIBAMOS: HÁ NOVA ORDEM!

Aqui neste lado do mundo, acostumamos com o pior e o ridículo como Trump, Temer, Aécio, Gilmar e Maduro. EUA está falido, é o maior devedor do mundo com milhões de miseráveis nas ruas. Tal qual aqui, questões éticas e morais estão degradadas. Mas existe outro mundo!

A Europa se continua com a Ásia sem limites nítidos no território da Rússia e continua-se com a Índia, China e chegamos ao Japão. É nesse ambiente que os fatos acontecem cultural e economicamente. A China é o maior credor do mundo, junto com a Alemanha. A França continua o centro cultural!

Para encurtar caminhos e integrar economia e povos, a Alemanha, colocou 3 bilhões de dólares em uma obra que está reconstruindo as conexões viárias e estruturais da Rota da Seda, da época da China quando era um império e o maior produtor de seda do mundo, e construída entre 206 a.C e 220 d.C. na dinastia Han.

A Nova Rota da Seda formará uma malha viária e estrutural neste território com 66 países e incluir até países africanos, envolvendo 66% da população mundial. Em Pequim, houve em junho o Forum "Um Cinturão, Uma Estrada" (One Belt, One Road) sobre as Novas Rotas da Seda com presidentes de 29 países, incluindo do Chile e Argentina. Junto com a Alemanha e Rússia, a China está investindo trilhões de dólares para integrar de Lisboa até Vladivostok.

O dinheiro dos bancos de desenvolvimento estimula as economias dos países associados permeando-os com rodovias, ferrovias e aeroportos, além de portos, barragens, dutos de petróleo e gás, energia, telecomunicações, sistema de água e esgoto e habitações. É o maior programa de infraestrutura do mundo. O dinheiro e o desenvolvimento estão por lá, e muito!

Este projeto europeu, russo e chinês é conhecido como plano Juncker e ocupa o espaço deixado pelos EUA com o abandono dos tratados Transatlântico e Transpacífico. A movimentação é tão vultuosa que está sendo referida como a Nova Globalização e faz parte da redefinição das relações chinesas, russas e alemãs para uma nova ordem mundial! A Alemanha é governada pelo partido conservador de Angela Meckel e a China, pelo Partido Comunista liderado por Xi Jinping. Os diferentes podem se aliar e respeitar: que exemplo!

Por aqui, nas Américas, continuamos discutindo as palhaçadas e asneiras de presidentes imaturos, maduros e temer-osos! É outro nível!

Alberto Consolaro é professor titular da USP - Bauru. Escreve todas as segundas-feiras no JC.