| Malavolta Jr. |
| O presidente do DAE, Eric Fabris: avaliação sobre o contexto |
| Aceituno Jr. |
| O secretário Ricardo Olivatto: análise de custo e inviabilidade |
Apesar de ainda estar em ritmo lento, por falta de recursos, o recape asfáltico não deve contar com trabalho prévio de vistoria e eventual recuperação de redes de água e esgoto nas vias que receberem a benfeitoria. Essa é uma solicitação que já foi feita em outras épocas por vereadores e também pela população, a fim de evitar remendos no asfalto recém-recuperado. Porém, tanto a Secretaria Municipal de Obras quanto o Departamento de Água e Esgoto (DAE) consideram isso inviável no momento, diante da situação financeira da cidade.
Neste começo de governo do prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD), as ações de recape foram pontuais, como na avenida Jurandyr Bueno, no Parque União, e em ruas da Vila Ipiranga e do Jardim Carolina, todas por conta de estragos causados pelas chuvas do começo do ano. Recapes pré-agendados, contudo, ainda não foram realizados devido à falta de recursos. Os primeiros podem ser na avenida Nuno de Assis, no trecho entre a Avenida Nações Unidas e a Rodovia Marechal Rondon, e na Avenida Marcos de Paula Raphael, em toda sua extensão, no Núcleo Mary Dota.
Ambas ainda dependem de liberação de recursos, tanto que o prefeito pediu R$ 1 milhão ao governo estadual para as duas obras (R$ 700 mil na Nuno de Assis e R$ 300 mil na Marcos de Paula Raphael), ainda para 2017. Caso a verba chegue, a previsão é de realizar apenas o recape. Houve ainda outro pedido de R$ 5 milhões para o recape em bairros diversos, para o Orçamento do Estado de 2018, o que também depende da disponibilidade de caixa do Estado.
INVIÁVEL
"Abrir toda a extensão das galerias de água e esgoto para verificar se há vazamentos ou o estado delas é algo que aumentaria demais o custo das obras, não apenas nestes recapes mas em qualquer outro. Neste momento, é inviável. Vamos fazer só a recuperação do asfalto mesmo, sem a troca de tubulação ou redes", explica o secretário de Obras, Ricardo Olivatto.
O presidente do DAE, Eric Fabris, adianta que as novas ligações das redes com os imóveis deve ser feita antes de um novo asfalto ou de recape. "Nessas vias onde pode haver o recapeamento, tem poucos terrenos baldios, então praticamente não há novas ligações para fazer. Se tiver alguma, vamos fazer. Mas mexer nas redes é bem mais complicado, aumentaria o custo. Um vazamento pode acontecer antes ou depois do recape", define o dirigente da autarquia municipal.
Asfalto novo e obras em andamento: execução, checagens e observação
Enquanto o ritmo de recapeamento é mais lento, o de asfalto novo está acelerado, devido ao PAC Asfalto, que prevê a pavimentação de mais de 700 quadras em diferentes bairros. Em alguns, as obras estão em andamento, casos do Pousada da Esperança, Tangarás e Parque Viaduto. E nestes, não houve acompanhamento de perto do DAE, que agora tem que fazer diversas ligações, quebrando o pavimento recém-executado, conforme o JC mostrou há cerca de 40 dias.
O quadro começou a mudar depois que a atual gestão assumiu o DAE. "Estamos correndo atrás do prejuízo", diz Fabris. Em outros bairros, o PAC Asfalto foi interrompido e será retomado, casos do Parque Jaraguá, Santa Edwirges, Santa Cândida e Roosevelt. "Nestes, a gente vai acompanhar de perto. Demanda um esforço do DAE, de remanejamento de equipes, porque praticamente vamos ter que destacar alguém para acompanhar o tempo todo as frentes de trabalho das empresas que farão o asfalto", destaca.
Nos bairros onde o asfalto ainda vai chegar, a autarquia pretende se antecipar e já fazer todas as ligações das redes de água e esgoto aos imóveis, para evitar remendos assim que a pavimentação for concluída. Já a checagem das redes de água e esgoto é algo mais complicado. "O ideal é que primeiro passe a galeria de águas pluviais e depois fazer a rede de água e esgoto, que são bem menores. Mas no caso, as redes já existem e as galerias pluviais serão feitas, por isso, temos que acompanhar de perto, porque se houver algum problema, já precisa solucionar logo", conclui.