09 de julho de 2026
Geral

Casos de piolhos aumentam no frio

Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 3 min

Terror de pais com filhos em idade escolar, os piolhos prometem incomodar ainda mais no inverno. Na verdade, esses insetos parasitas atormentam o ano inteiro, mas com a chegada do frio as pessoas tendem a ficar mais aglomeras, o que facilita o contagio, conforme aponta o clínico-geral Plínio Leonardi Júnior.

Embora haja aumento de casos entre junho e agosto, o período de férias escolares é o mais indicado por profissionais da saúde e da educação para ações preventivas e cuidados específicos, que vão desde tratamento com medicamentos até procedimentos mais simples, como o uso do pente fino e higienização das roupas (veja dicas no quadro no final).

Plínio explica que o piolho do couro cabeludo (pediculus humanus capitis) é um inseto que se alimenta do sangue das pessoas e reproduz-se com rapidez. Transmitido de uma pessoa para outra, ele se instala na base do cabelo, onde deposita seus ovos, as lêndeas - fáceis de serem reconhecidas e que se diferem da caspa porque ficam grudadas no pelo.

"O período de incubação dura de 8 a 10 dias. Infestações ocorrem mais em crianças, geralmente, que frequentam escolas. Os sintomas mais comuns são coceira intensa no couro cabeludo e feridas na cabeça. Em bastante quantidade, os piolhos podem até interferir no rendimento escolar e no sono", observa.

ESCOLAS ORIENTAM

Diretora do Departamento de Educação Infantil do município, Anie Simone Favoretto Ramos Duchatsch confirma que os casos de piolhos ocorrem o ano todo, mas com maior frequência durante o inverno. "As crianças ficam mais próximas em razão do frio", justifica.

Ela destaca o trabalho de orientação aos pais e alunos, como a realização de palestras periódicas com profissionais da saúde, além de abordar o assunto em reuniões escolares. "A gente orienta que os familiares aproveitem feriados e finais de semana para cuidados com os filhos. Agora, na época de férias, é o período ideal para dar fim aos piolhos", frisa.

De acordo com a assessoria de comunicação da Secretaria de Educação do Estado, detectado um caso, os órgãos de saúde competentes são acionados pela direção da unidade para que as medidas sejam tomadas.

Na rede privada de ensino, não é comum o aparecimento de piolhos, informou o diretor do Sindicato de Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo (Sieeesp), Duda Trevisan. Entretanto, ele elenca três casos identificados neste ano. "São distribuídos boletins informativos nas escolas para alertar. Mas, quando identificamos um caso, chamamos a família para avisar e orientar sobre os cuidados necessários", ressalta. 

'COÇANDO SEM PARAR'

A mãe de um menino de 6 anos, que preferiu não se identificar, conta que "enfrentou" os piolhos pela primeira vez, há pouco mais de um mês. "Ele (filho) nunca tinha pegado. Notei que havia algo de errado porque ele estava coçando a cabeça sem parar".

A recepcionista acredita que o filho tenha contraído o inseto na escola. "Me orientaram a comprar um xampu específico. Deu certo. Agora, nas férias, será mais fácil cuidar dele, se necessário novamente", finaliza a mulher. 

SABIA?

Em uma infestação, o número de piolhos varia muito, contudo, a média é de cerca de 50 insetos na cabeça do “alvo”. Há casos, contudo, em que até 100 piolhos agem, sendo que a pessoa pode perder tanto sangue a ponto de ficar anêmica.