09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

A pesquisa ufológica

Gilberto Sidney Vieira
| Tempo de leitura: 4 min

Supor radicalmente que nosso belo planeta azul seria definitivamente o único planeta habitável do universo e possuir formas de inteligência viva seria agir com a mesma ignorância e estreiteza de espírito com que o medievalismo atuou sobre homens de visão que afirmaram que a Terra não era plana, mas de forma arredondada, nem era o centro de nosso sistema solar (Galileu, por exemplo, que só escapou da fogueira por ter se retratado diante do Tribunal da Inquisição, mas mesmo assim foi condenado à prisão domiciliar perpétua). Ou homens de visão que ousaram dizer que poderia haver vidas semelhantes aos humanos em outros planetas (Giordano Bruno, por exemplo, que sofreu o martírio da morte na fogueira, por heresia, decretado pela Inquisição).

Procuro sempre transmitir meus parcos conhecimentos acumulados por já 61 anos sobre os exóticos e insólitos ufos. Analiso tudo sob o ângulo exotérico (= transmissão de tudo que realmente se sabe), fugindo deliberadamente do angulo esotérico (= exposição parcial dos conhecimentos adquiridos). Procuro evitar tar uma atitude meramente sensacional lista, pois meu sincero intuito é transmitir toda uma gama de experiência destinada especialmente àquelas pessoas interessadas no assunto, mas que se julgam insipientes e/ou incipientes no assunto.

Quero servir sempre de fonte de informação, sem a pretensão de assumir posições dogmáticas. Tenho como ponto fulcral a busca da verdade. Fica para cada um a faculdade de tirar suas próprias conclusões sobre assunto tão complexo e controvertido. Sobre a ufologia há muita coisa com efeitos adrede bombásticos. Uma espécie de "panem et circem". No entanto, separando o joio do trigo, há muitacoisa séria. Para mim há dois fatos ufológicos, no Brasil, que reputo como genuínos, por envolverem militares. O primeiro fato ocorreu em 4 / 11 / 1957 às 4 horas da madrugada no Forte de Itaipu(Praia Grande-SP). Mantido em absoluto sigilo pelas autorida- des militares. Numa muralha à beira-mar, na Segunda Bateria de Canhões, duas sentinelas foram pegas de surpresa pelo inesperado aparecimento, vindo do nada, de um ufo. Elas disparam contra o virtual inimigo.

O ufo, "ex-abrupto", lançou um raio de luz alaranjada, que atingiu em cheio os dois soldados. Ato contínuo, o ufo desapareceu alçando voo rumo ao zênite. No momento da incursão do ufo ao Forte, houve uma repentina falta de energia elétrica. Logo em seguida a energia retornou. Os soldados sofreram lesões (queimadura na epiderme) sem alterar as fardas. Mas nada de grave. O assunto nunca foi tornado público. Só nos anos 70, o major (aposentado) da marinha de guerra estadunidense, Donald E. Keyhoe, publicou em seu livro (1978) um livro intitulado:"A verdade sobre os discos voadores", inclusive em edição em português. No livro, Keyhoe fala sobre o incidente havido no Forte de Itaipu.

Na noite de 4 / 11 / 1957, às 19horas, meu pai, então um subtenente pertencente à Segunda Bateria de Canhões do Forte, contou-me à boca pequena o fato. Exigindo de mim sigilo absoluto, porque haveria sanções penais militares para meu pai. Cumpri o que meu pai determinou até 2006, quando meu pai faleceu, já aposentado, recebendo proventos no posto de major. Aí, sim, revelei publicamente, em texto publicado, tudo que se passou lá no Forte.

O segundo fato que reputo como genuíno, envolvendo militares brasileiros, ocorreu em 19/5/ 1986. Houve o aparecimento de 21 ufos, numa só noite no céu brasileiro. Eles foram detectados pelos radares do CINDACTA-Brasília, de S. José dos Campos e Rio de Janeiro. Aviões militares (caças) partiram no encalço dos ufos, sem êxito. Os ufos se movimentavam em velocidades altíssimas, passando de 250 km/h para 1.500 km/h em fração de segundo, mudando de cor, mudando de trajetória, subiam, desciam, sumiam instantânea mente do radar e apareciam em outro lugar, ficavam parados, faziam zigue-zague, provocavam interrupções no tráfego aéreo nacional, saturavam os radares, causavam interferências nos equipamentos de aviões a jato civis, faziam curvas em ângulo reto (90º) em altíssimas velocidades, sem deixar traços(como os aviões convencionais).

Tudo isto confirmado pelo brigadeiro Octávio Júlio Moreira Lima, então ministro da Aeronáutica, em entrevista coletiva para a TV. Uma das testemunhas oculares foi o coronel (FAB) Ozires Silva, bauruense nato. Naquela data e horário, ele pilotava um avião Xingu, jato executivo, prefixo PT-MBZ, que voava de Poços de Caldas para S. José dos Campos. Osires registrou o incidente no último capítulo, sob título de: "Discos Voadores existem?", no seu livro: "Decolagem de um sonho", publicado em 1998, já na 5a. edição.