09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

E lá se foi um legado de Mussolini...

Renato Ghilardi - Professor da Unesp Bauru
| Tempo de leitura: 1 min

Anteontem tivemos uma quebra de paradigma dentro da "esquerda" partidária. Acabou-se o fim da contribuição sindical. Já era hora dentro de um país com absurdos 16.431 sindicatos que são financiados muitas vezes por quem não tem a menor representatividade neles.

O fim da contribuição sindical obrigatória, a longo prazo, definhará partidos que dependem desses "movimentos sociais" para suas manobras gramscistas e trotskistas (e a incoerência já morria aqui) de revolução "silenciosa" permanente. Por sinal, tais partidos já definharam e hoje dependem apenas de figuras messiânicas e seus adeptos acéfalos.

Os partidos de "esquerda" guerrilheiros barulhentos e nanicos tendem a crescer muito pouco. São adeptos a eles a mesma parcela da população jovem e sonhadora universitária, na sua maioria, que infantilmente promove a autodestruição de sua ideologia defendendo pautas de minoria.

Quem resta? Uma porção da esquerda que se esconde dentro de partidos chamados sociais que são, em essência, Fabianos. Lobos em pele de cordeiro ou tartarugas em sua ideologia que estão tentando ocupar nichos vagos (ou vocês acham que o FHC tá dando a cara agora por quê?).

Quem viver, verá.