O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu seu filho Trump Jr. em meio à enxurrada de críticas por seu encontro secreto com uma advogada russa supostamente ligado ao Kremlin, durante a campanha eleitoral do ano passado. Enquanto isso, o Congresso anunciou que vai convocar o jovem empresário para depor. As informações são da Télam.
| Reuters |
| Em Paris, Trump defende seu filho de acusações de espionagem: "Meu filho é um grande garoto" |
De Paris, onde faz uma visita oficial que começou na véspera do feriado nacional em 14 de julho, Trump disse que "a política não é a coisa mais bonita do mundo" e ressaltou que "nada aconteceu na reunião", referindo-se ao encontro de seu primogênito Trump Jr. e dois de seus assessores de campanha com a advogada russa Natalia Veselnitskaya, em junho de 2016.
"Meu filho é um grande garoto. Ele aceitou uma reunião com um advogado russa, não um advogado do governo russo, mas um advogado russo. Foi um breve encontro foi muito, muito, muito rápido", concluiu o presidente.
No fim de semana passado, o New York Times relatou que o filho mais velho de Trump havia se encontrado com Veselnitskaya para obter informações incriminatórias da então rival eleitoral de seu pai, a democrata Hillary Clinton.
Depois de algumas declarações contraditórias, Trump Jr., agora no comando do império da família, reconheceu que esta foi de fato a razão do encontro, mas disse que rapidamente percebeu que a advogada não tinha nada de concreto para oferecer.
Apesar desta explicação, o jovem empresário está envolvido na complexa e aparentemente interminável trama de espionagem, segredos e alianças que envolvem o atual presidente dos EUA e o governo russo de Vladimir Putin, desde o início do ano.