| Douglas Reis |
| José Antonio, Caio Augusto, Victor Cintra, Edmundo Roberto, João Pedro, João Victor e Fernando Ferreira trabalharam em equipe |
Seis garotos bauruenses, um projeto bem-sucedido e o sonho de participar de uma corrida de Fórmula 1, na semana da última prova do calendário de 2017, na Malásia. Os alunos do Colégio FourC se classificaram na etapa nacional do F1 in Schools e, com isso, poderão participar da etapa mundial da disputa, que será realizada entre 25 e 27 de setembro. A participação na prova, entretanto, depende de patrocínio.
José Antonio Iacobucci, 12 anos, Caio Augusto Prado Silva, 12, Victor Toledo Soares Cintra, 16, Edmundo Oberge Neto, 16, Pedro Abramides, 12, e João Victor Nagem Aragão, 14, formaram a equipe Pegasus, vice-campeã da disputa nacional. Equipe Celer, do Colégio Vértice, de São Paulo, foi a vencedora da etapa nacional do projeto O coordenador do projeto local é o professor de matemática da turma, Francisco José Braga Ferreira. A participação no F1 in Schools envolve a montagem da equipe, a estruturação de todos os setores (do marketing à construção do modelo), nos moldes de uma equipe de F1.
"É como um time. Tudo tem de funcionar na equipe. Um dos objetivos, agora, é arrecadar recursos, conseguir patrocínio, para viabilizar o projeto, desde a origem. A etapa nacional foi bem-sucedida. Eles venceram. Agora é viabilizar apoio para ir à final mundial na Malásia", conta o mentor do projeto, professor Francisco José.
Ele salienta o espírito do projeto. "Esses garotos levam para o restante de suas vidas o aprendizado de realizar um sonho, mas um sonho que inclui muito mais do que construir um modelo de carrinho. Um modelo de projeto que mostra a eles como formar um time e seguir como um time", comenta.
Responsável pela comunicação da Pegasus, Victor Toledo compara: "A gente olha para a F1 e vê muito o piloto. E fazendo o projeto, eles veem que cada parte tem que funcionar. O resultado só aparece se tudo funcionar de forma coletiva. E, para isso, todos aprendem que é preciso saber contornar as diferenças", menciona.
Os interessados em apoiar o projeto Pegasus devem entrar em contato pelo 14 99194-9963.
A DISPUTA
A equipe Pegasus desenvolveu o projeto, o que inclui desde a etapa de engenharia com a utilização de softwares de design 3D para aprimorar a aerodinâmica do carrinho. A equipe tem seis gerências, cada um em uma área. Todo o projeto está orçado em R$ 120 mil. Neste momento, a equipe busca patrocínio para a fase final, para ir à Malásia.
A prova é realizada em três etapas. Na primeira, acontece a avaliação do carrinho e o disparo do veículo no modo automático, em uma pista de 20 metros. Na segunda etapa, a prova é de tempo de reação. Um dos participantes aciona o carrinho na largada. Há a soma da prova inicial com esta.
Quem passar pelas duas etapas iniciais enfrenta outra equipe em um mata-mata. A pista de 20 metros é percorrida em menos de um segundo. Os carrinhos obedecem a regras de padrão de formato, tamanho e propulsor. Eles são movidos por um cilindro de CO2 comprimido, de oito gramas. É o mesmo cilindro usado em máquina de chantily. Na final mundial do ano passado, o melhor tempo foi de 0.981 centésimos.