11 de julho de 2026
Geral

Famílias que ocuparam "Minha Casa" reivindicam na prefeitura

Ana Beatriz Garcia, Especial para o JC
| Tempo de leitura: 2 min

Na manhã dessa segunda-feira (24), cerca de 15 pessoas representantes de famílias que ocuparam o Residencial Manacás - obra do programa federal Minha Casa Minha Vida - foram à prefeitura para reivindicar moradia. Elas alegam que foram notificadas para deixar o local até dia 12 de agosto e que, a partir dessa data, não terão para onde ir.

Conforme o JC noticiou no último dia 30, o residencial está com obras paradas e, por isso, foi ocupado por famílias, algumas contempladas a morar no local.

Uma das participantes do grupo, Keila Rodrigues, 24, afirma que são quase 60 famílias que vivem no residencial localizado na quadra 14 da rua São Sebastião, Vila Nova Esperança. "Lideranças chamaram a gente para o Manacás e estavam arrecadando doações para nós, mas eles nos abandonaram lá. Agora, não temos o que dar para os nossos filhos e nem pra onde ir com a nossa família", declara.

Quem conversou com essas representantes, ontem, foi a chefe de Gabinete da Prefeitura, Majô Jandreici. Ela confirma que algumas pessoas que ocuparam os apartamentos são famílias sorteadas, mas diz que elas devem aguardar a conclusão da obra para poderem entrar nos apartamentos.

Além disso, ela declara que a responsabilidade do imóvel ainda é da Caixa Econômica Federal e as medidas cabíveis em relação às famílias já estão sendo tomadas juntamente com a Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes).

"No momento, o que podíamos fazer é verificar o cadastro dessas pessoas em programas sociais e pedir para que, os que não têm, fizessem. Na próxima semana, a prefeitura realizará uma reunião com os representantes, para realizar um levantamento socioeconômico dessas famílias", afirma Majô.

A assessoria de comunicação da Caixa Econômica Federal foi acionada pela reportagem, mas não respondeu até o fechamento desta edição. No último dia 30, o banco informou, em nota, que ingressaria com pedido judicial de reintegração de posse e, somente após esta etapa, as obras seriam retomadas para conclusão do projeto e reparo de eventuais danos.