| Fotos: J. Serafim/Divulgação |
| Lacres falsos apreendidos na casa de eletricista. Comércios, indústrias e casas foram vistoriados por policiais e funcionários da CPFL |
Ao menos quatro moradores de Lins (102 quilômetros de Bauru) foram detidos, nessa segunda-feira (24), durante operação da Polícia Civil contra ligações clandestinas na rede elétrica. Com apoio de cinco delegados da Seccional de Lins, além de outros 16 investigadores, a operação "Gato de Botas 2" vistoriou casas e comércios e cumpriu dezenas de mandados de prisão e de busca e apreensão. Outras 15 cidades, entre elas, Promissão, também são alvos da investigação, que teve início pela Seccional de Araçatuba e concentrou grande parte das prisões na cidade de Birigui.
Em Lins, um eletricista de 42 anos, que já era procurado pela polícia, foi preso acusado de adulterar medidores de energia para terceiros na cidade e deverá responder por estelionato e formação de quadrilha. Na casa e no comércio de Samuel Aparecido Barbosa, os policiais apreenderam vários lacres falsos de energia, além de R$ 211 mil em dinheiro.
As investigações apontam que ele cobrava cerca de R$ 80 por serviço e faturava até por mês R$ 7 mil com as ligações clandestinas.
MAIS PRISÕES
A operação também prendeu no município um homem de 52 anos, comerciante de um estabelecimento do Bairro do Ribeiro, um servente de 47 anos, no mesmo bairro, e outro comerciante, de 30 anos, no bairro Bom Viver 2. Os três citados foram presos por furto qualificado e não tiveram fiança arbitrada pelo fato de o crime ter sido cometido contra a coletividade.
| J. Serafim/Divulgação |
| Na casa de um eletricista foram apreendidos R$ 211 mil |
Ao todo, 80 policiais teriam participado da operação em todo o Estado, em cumprimento a 229 mandados de busca e apreensão, sendo 105 apenas em Birigui.
Casas, comércios e indústrias nas cidades citadas foram vistoriados. Ao encontrar sinais de adulteração e irregularidades, uma equipe técnica da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) era acionada para confirmar o furto.
Equipes da Central de Polícia Judiciária e da Delegacia de Investigações Gerais de Lins também integraram a operação.
A denominação 2 no nome da operação existe porque esta é a segunda vez que a Polícia Civil realiza a "Gato de Botas" no Interior. A última operação do tipo ocorreu em 2012.