É notório a grande dificuldade que principalmente os mais jovens sentem com relação à matemática.
Eu estudei no Grupo Escolar de Avaí. O curso normal era de 4 anos. Se o aluno não fosse bem, seria reprovado, isto é, repetia o ano. Formei-me em 1941.
Naquela época era comum os alunos aprenderem as quatro operações través da cartilha do professor Antônio Trajano.
Nela constava desde o início da tabuada, ou seja, 1 vezes 1 é igual a 1; 1 x 2 é igual a 2, e assim por diante. O aluno decorava a tabuada. Meu pai, enquanto trabalhava de alfaiate, tomava e procurava ensinar a tabuada para mim e meus sete irmãos.
De um certo tempo para cá, é comum alguém chegar, por exemplo, numa padaria e comer um doce no valor de R$ 3,50. Para pagamento entrega R$ 5,00. O vendedor ou cobrador pega a calculadora para saber de quanto será o troco.
Diante disso se conclui que pessoas assim são totalmente analfabetas com relação à grandeza. Para elas, tanto faz ser mil ou milhão. Tal fato, com o tempo, certamente dificultará o desenvolvimento de nosso país.