09 de julho de 2026
Economia & Negócios

Estender a vida útil do aparelho e reduzir produção de lixo eletrônico


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Enquanto grandes companhias apostam na oferta de acessórios extras, há startups que usam o conceito modular como forma de apenas estender a vida útil do aparelho e reduzir a quantidade de lixo eletrônico. É o caso da holandesa Fairphone, que lançou seu primeiro smartphone modular no final do ano passado. A empresa produziu 40 mil unidades e vendeu todas por 530 (o equivalente a R$ 1.920). O interior do aparelho tem partes que podem ser substituídas: a empresa oferece seis módulos, que incluem tela, câmera e bateria e, até mesmo, antena.

"Nosso objetivo é reinventar a estrutura dos celulares para que eles sejam mais fáceis de consertar e durem mais tempo, gerando menos lixo eletrônico", diz o diretor de comunicação da empresa, Fabian Hühne. Segundo relatório do Programa da Organização das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), divulgado em meados de 2015, o volume de resíduos eletrônicos descartados no mundo chega a 41 milhões de toneladas por ano. O volume de eletrônicos descartados deve chegar a 50 milhões de toneladas em 2017.

Oferecer aparelhos que vão continuar funcionando por um bom tempo antes de serem de serem deixados numa gaveta qualquer é também a meta da startup finlandesa Circular Devices. A empresa pretende lançar o PuzzlePhone no ano que vem, um celular dividido em três partes. O usuário compra o "corpo" do aparelho e dois módulos: um com processador, chip gráfico, memória e câmera; e outro com a bateria e outros componentes secundários. "Queremos que seja fácil aprimorar o hardware assim como acontece com o software", diz o diretor de comunicação da PuzzlePhone, Juan Díaz.