| Samantha Ciuffa |
| Marcha estreou o bloco especial das crianças, que seguravam uma pomba de isopor e cartazes com mensagens de paz e esperança |
"Oramos pela salvação e cura do Brasil. Para que, diante de tantos escândalos, o Senhor possa varrer a corrupção e proporcionar o tempo de restauração". Estas foram as palavras, proferidas ontem pelo pastor Robson Aparecido da Silva, presidente do Conselho de Pastores Evangélicos de Bauru e Região (Conpev), que deram o tom ao 25.º ano da Marcha para Jesus, em Bauru.
O movimento, que percorreu a rua Batista de Carvalho e a Nações Unidas, até o Parque Vitória Régia, onde houve um show de encerramento, reuniu cerca de 4 mil pessoas.
Evangélico há 40 anos, Laércio Rubens, de 62 anos, estava entre a multidão que orava, junto ao pastor Robson e pastores de outras dezenas de igrejas evangélicas, aguardando a saída da marcha. "O País precisa voltar a ser alegre. Os escândalos não param e a saúde está doente, a segurança insegura e a educação está em falta", criticou.
PAZ E ESPERANÇA
A caminhada partiu da Praça Rui Barbosa por volta das 10h, acompanhada por viaturas da PM e do Grupo de Operações de Trânsito (GOT) da Emdurb.
Diferentemente dos anos anteriores, as três faixas da Nações Unidas, no sentido Centro-Bairro, foram interditadas para a segurança dos fiéis, a maioria vestida de branco ou com bexigas nas mãos.
Na comissão de frente da marcha, estreou o bloco especial das crianças, que seguravam uma pomba de isopor e cartazes com mensagens de paz e esperança. Gabrieli Santos de Souza, de 7 anos, participou pela primeira vez, incentivada pela mãe, Edilene Souza, 45 anos. "Estamos nos unindo e orando a Deus para que os políticos pensem mais no povo. Precisamos ter fé de que dias melhores virão", comentou Edilene, frequentadora há 3 anos da Igreja Família Comunhão Batista.
PERCURSO
Distribuídos em dois trios elétricos, pastores entoavam canções gospel e mensagens sobre Deus e crítica ao momento político do País. Em dois trechos da Nações, na quadra 12 e na quadra 17, a marcha parou e os fiéis foram convidados a se ajoelharem para rezarem por Bauru e pelo Brasil.
"Oramos também pelas pessoas que estão enfermas e pelas famílias destruídas pelas drogas", acrescentou Élida Monteiro Leandro, 42 anos, evangélica há 15 anos, que marchava empurrando o carinho da filha Ana Sofia, de 7 meses, na companhia da filha Manoela, de 13 anos.
A marcha durou cerca de meia hora e terminou no Vitória, onde os fiéis foram recebidos pelo show e pregação com a banda Davi Fernandes, Cultura do Céu. "O objetivo não é de manifestar e nem de proporcionar show, mas sim de abençoar, de dar esperança às pessoas neste momento difícil do País, porque a igreja possui um papel importante de responsabilidade social", finalizou o pastor Robson.