09 de julho de 2026
Geral

Expo reúne profissionais de todo o País


| Tempo de leitura: 3 min

Assessoria Expo Bauru
Geraldo Cardoso afirma que trabalhar e viajar é cansativo, mas existem diversas recompensas

Mais de 2.700 quilômetros separam Enielson Luz de Carvalho de sua família, que mora em Belém, no Estado do Pará. Mas a saudade acaba sendo equilibrada pela alegria que ele leva com seu trabalho. Até o próximo final de semana, o monitor do ITA Center Park fica em Bauru, na 44.ª Grand Expo, realizada pela Associação Rural do Centro-Oeste (Arco), no Recinto Mello Moraes. A maior feira agropecuária da região segue até o próximo dia 13 com muitas atrações, incluindo grandes shows (leia mais na página 21).

Há 20 anos, Enielson trabalha e viaja com o parque e, por isso, fica distante da família por meses. Ele garante que a saudade é o único lado ruim da profissão. "O tempo máximo que cheguei a ficar longe de casa foram oito meses. Meus filhos, que são estudantes, não quiseram me acompanhar nesta vida 'nômade', têm outros propósitos", explica o profissional de 44 anos.

O monitor do ITA Center Park conta que o começo da carreira em um parque de diversões foi difícil porque são pessoas desconhecidas, mas confessa que, com o tempo, eles se tornam parte da família. "Meu sonho sempre foi conhecer o mundo, as cidades e as pessoas. Aqui eu me alegro e alegro as pessoas", lembra.

'ADORO ESTA VIDA'

Quem também fica longe da família por meses e traz alegria ao público das festas é Ronaldo dos Santos, de 40 anos. O chapeiro deixou Maringá, no Paraná, para trabalhar em estandes de comida de festas e exposições.

Na Grand Expo, ele atua em uma barraca que vende comida japonesa. "Para mim, não importa o lugar. Eu gosto mesmo é de trabalhar e ter dinheiro no bolso. O lado ruim de trabalhar e viajar ao mesmo tempo é ficar longe da família, o que acaba sendo complicado no começo, mas a gente se acostuma", afirma.

Há 11 anos na estrada, Ronaldo afirma que chegou a ficar distante de casa por cinco meses, mas a paixão pela profissão "arrastou" a família ao seu lado. "Minha mulher é cozinheira e, às vezes, ela me acompanha nas viagens, trabalha no mesmo estande que eu. Eu adoro esta vida. Dormimos em barracas, viajamos, conhecemos pessoas novas e é como se estivéssemos acampando".

'SAUDADE É FORTE'

Uma profissão em que a distância é pré-requisito não é para todo mundo. Tiago Rodrigues Maia tem 20 anos e é chapeiro em festas há pouco mais de um mês.

Segundo o jovem, é muito bom poder viajar e trabalhar ao mesmo tempo, mas ele ainda está se acostumando com essa vida. "A saudade da família é forte e, depois da Grand Expo, pretendo voltar para a casa", revela.

REMÉDIO PARA SAUDADE

Há um ano longe de casa, o cuidador de gado Geraldo Cardoso, de 32 anos, tem o remédio perfeito para curar a saudade da família que ficou em Salinas, Minas Gerais. "Aqui, a gente entretém a mente com o trabalho e, quando se dá conta, os dias se passaram", conta.

Para Geraldo, trabalhar e viajar é cansativo, mas existem as recompensas. "Eu viajo para diferentes cidades cuidando de gado nelore e acabo conhecendo muitos lugares e muitas pessoas. Eu gosto disso", diz. "Já ficar longe da família é questão de costume", revela o cuidador, que, após a feira em Bauru, vai para Indaiatuba, também a trabalho.

SERVIÇO

Com programação repleta de shows, exposições, opções de lazer, gastronomia e comércio, a 44.ª Grand Expo Bauru continua até 13 de agosto, no Recinto Mello Moraes, que fica na quadra 36 da avenida Comendador José da Silva Martha. O evento é uma realização da Arco e Prefeitura Municipal de Bauru, com apoio da Câmara Municipal, colaboração do Rastro do Cowboy e patrocínio do Banco do Brasil, Unimed, Lume Light, Bauru Shopping, Sicoob Credicitrus, Brambilla, Transurb, Jornal da Cidade, 96 FM e Burguesa. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (14) 3236-1040.