08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Levante o copo e vamos beber

Fábio Ferreira
| Tempo de leitura: 2 min

"Levante o copo e vamos beber, um brinde aos idiotas, incluindo eu e você" (música de Gabriel Pensador). Nossos congressistas têm certeza que a maioria do povo brasileiro é idiota. Só pode ser. A reforma política, da maneira como estão debatendo, é uma retórica de piratas numa ilha deserta do Caribe. Estão dividindo o tesouro roubado de um galeão espanhol e dane-se a coroa. Já o nosso exmo presidente "Vlad" tem uma conduta pouco coerente, faltando com a transparência em reuniões no palácio presidencial, nas quais não existe agenda e com horários poucos convencionais para tal.

A visão do "Quinto dos Infernos" (imposto cobrado no Brasil Colônia) nos rodeia a cada discurso do nosso governo federal. Governo este que nem Nicolás Maduro reconhece (olha a que ponto chegamos). Até o significado da palavra corrupção nossos representantes conseguiram mudar. O que era deterioração, decomposição física de algo; putrefação - modificação, adulteração das características originais, passou a ser algo de status e com brilho próprio, digno de discursos acalorados, peito inflado e em alto e bom som, de que "repassei, dei, comprei, burlei, violei e levei". É algo que se destaca entre nós, transcendendo que tudo isso é normal, tornando-os semideuses.

Não dá mais para acreditar em nada. São tantas mazelas, falácias, gestuais e uma corrida louca pelo gozo do poder. Isso me enoja, sinto repúdio de tal maneira de agir.

Outra coisa que eles acham, que nós, meros mortais, não enxergamos: o fato de que, quando escolhemos uma profissão a seguir, por exemplo um médico, um advogado, nutricionista ou qualquer outra profissão escolhida, nós arcamos com todos as despesas provenientes desta escolha (coisa que acho perfeitamente normal). Já estes senhores, de maioria grisalha, vivem sob o Estado democrático, se esquivando de leis e fazendo-se entender de que estão lá porque foram eleitos pelos mortais, corrompendo e sugando todo dinheiro arrecado entre tributos e impostos.

Não satisfeitos, eles ainda querem fazer algumas reformas - que realmente deve ser feitas - mas não desta maneira como estão propondo, com aumento de encargos, porque eles não reformulam seus salários, seus gastos com viagens, ternos, gasolina, correspondência e etc. Como se não bastasse, eles querem implantar o "Fundo Democrático de Campanhas" (criativo o nome), às custas do suor do brasileiro, que se financia em causa própria.

Tenha santa paciência. "Levante o copo e vamos beber". Que Deus tenha piedade de nós.