08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Como tudo começou

Antonio Adalberto Mello Pereira
| Tempo de leitura: 3 min

Era uma festa de confraternização das equipes de casais da Paróquia da São Judas e São Dimas, formado por 13 casais. O local, uma bela chácara da Associação dos Professores de Bauru. Após o belo almoço, e naquele cenário agradável, uma turma começou a jogar tranca, outros a jogar conversa fora, até que alguém que tinha trazido um violão começou a tocar músicas da Jovem Guarda cantado por todos da rodinha. Eram músicas do Roberto Carlos, Erasmo e toda sua turma, também Bossa Nova com João Gilberto, Jobim, Simonal e sambinhas de Vinicius, Toquinho, e todas as músicas dos tempos de ouro do rádio e dos festivais na TV. De vez em quando, saíam umas músicas do Nelson Gonçalves e Orlando Silva, e os homens soltavam o "vozeirão" no embalo daquelas letras românticas que lembravam as serenatas e os bailes de salão, dos tempos felizes e alegres de juventude.

Após algumas horas, os cantores já estavam cansados e cantando "la la la" para todas as letras, e o violonista resolveu parar para um descanso. Foi então que um dos "cantores da rodinha" sugeriu a coordenadora das equipes de casais: - Por que não montamos um coral com este grupo para cantar nas missas de domingo? - Não sei, vamos perguntar a todos! E alguns instantes depois...

- Pessoal, o Acir me perguntou por que não montamos um coral para cantar nas missas de domingo? E eu repasso a pergunta a vocês, vocês topam? Imediatamente 26 braços levantaram e estava formado o coral São Judas Tadeu com 26 elementos. Era o mês de agosto de 1992. Este coral iniciou animando uma das missas de domingo na igreja de São Judas Tadeu, e depois foi transferido para a capela do Santuário de Nossa Senhora de Fátima que pertence à mesma paróquia. A violonista e também coordenadora das equipes de casais era a nossa querida maestrina Marly, o presidente da Associação dos Professores era seu esposo João Candido.

Dos primeiros 26 coralistas, o sr. Acir Pontes, atualmente com 91 anos, é o mais idoso e ainda atuante no naipe dos "Baixos"; muitos saíram, outros faleceram, novos componentes foram agregadas, e também o pessoal do violão, baixo, teclado, percussão e projeção no data-show. Ainda tem um grupinho dos fundadores ativos, além da Marly e João Candido, como Laborda, Moyses, Oswaldo, Neide, Esqueda, Jose Roberto, Ana Cassiola, Edwin, Silvia e Acir. Atualmente o coral tem 51 pessoas com quatro naipes de vozes: baixos e tenores no masculino, e contralto e soprano no feminino.

O Coral tem ensaio de duas horas todas as quartas-feiras, e canta na missa de domingo às 19h, no Santuário Nossa Senhora de Fátima

Esta família de coralistas no qual tenho o grande prazer de pertencer a um ano apenas está completando neste mês de agosto o seu Jubileu de Prata, recompensado pelo reconhecimento de seu trabalho à comunidade paroquial de São Judas Tadeu e São Dimas e orgulhosos por serem liderados por uma maestrina competente e exigente, uma animadora, uma grande amiga de todos, Marly, a quem eu parabenizo em nome de todos os componentes.

Nota: Esta história foi relatada pelo sr. Acir Pontes em junho/2017, no salão da igreja S. Cristóvão, numa rodinha de conversas antes da ginástica semanal da terceira idade.