08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

PCCS municipal

Roberto ?general? Macedo
| Tempo de leitura: 2 min

Quase toda semana vejo alguns vereadores citarem o PCCS dos funcionários públicos municipais na Tribuna da Câmara Municipal de Bauru.

Na última segunda-feira, 21/08/17, não foi diferente. Agora acusam o PCCS, conquistado a duras penas pelos servidores, de "vegetativamente" estar minando as finanças públicas municipais. E tem mais, sugerem uma revisão ou até mesmo a sua revogação.

Isso logicamente é um Robin Hood ao contrário, tirar dos pobres para sustentar os ricos, ou seja, a máquina pública e seus agregados. Se isso ocorrer, mais uma vez a conta vai cair nas costas dos funcionários.

Citam ainda que muitos servidores foram promovidos por existirem fraudes no sistema, uma acusação grave e que nomes deveriam ser levados a público para que todos não fiquem sob suspeição.

Vou além, raramente vi vereadores virem a público defender os servidores nas datas-base para que recebêssemos ao menos a inflação do período anualmente, fato que não ocorre há muitos anos.

Também nunca vi nenhum deles lutar para que todos os órgão públicos tivessem o mesmo tratamento nos dissídios, vide aumentos na Emdurb, Cohab e na própria Câmara Municipal.

Será que ninguém está vendo e comparando os valores recebidos como vale-alimentação da Cohab, uma empresa sabidamente inchada e falida, sem condições de honrar seus compromissos.

Outra coisa que me intriga e não vejo reclamações: diz a lenda e a própria imprensa divulga que no serviço público estadual, principalmente na segurança pública, existem centenas de coronéis e demais militares do alto escalão da reserva recebendo valores exorbitantes bem acima do normal em função de "incorporações" próximas à aposentadoria de valores previstos no "plano de carreira" estadual.

Se isso for verdade, é uma situação gravíssima, pois constantemente vemos soldados da PM reclamando, com razão, dos baixos salários que recebem arriscando a vida diariamente para proteger a nossa. Será que se a folha estadual fosse menos inchada com essas "incorporações" não daria para aumentar um pouco mais o salário dos demais militares?

Planos de carreira são normais em qualquer instituição, seja pública ou privada, os municipais nossos foram conquistados e aprovados pela Câmara à época e retirá-los agora é um golpe no fígado do funcionalismo. Se a folha está inchada, as despesas aumentando e a arrecadação caindo, tem que começar a rever convênios com o Estado e o Governo Federal, onde o Município cede funcionários e paga aluguéis.

Rever a necessidade de tantos cargos comissionados, locações de imóveis, viagens e planos mirabolantes dos que aqui aportam para "salvar" a cidade e que de longa data oneram as finanças municipais. Sei que o funcionalismo colabora, sempre colaborou e vai colaborar nessas horas difíceis, basta perceberem que todos estão imbuídos no mesmo espírito.