No Brasil, o sistema penitenciário é um dos assuntos mais desacreditados, tendo em seu contexto prisões superlotadas. Abriga, sem diferenciar, ladrões, estupradores, assassinos e outros tipos de criminosos no mesmo espaço.
Há também um sistema carcerário corrupto, uma porcentagem de guardas que dão privilégios a criminosos de alto escalão, como chefes de gangues e políticos. Essas "regalias" vão de alimentos até celulares para comandar de dentro dos presídios o que melhor lhes convém.
A corrupção é tanta que alguns políticos, ao serem investigados pela "Lava-Jato", chegam a pagar propina aos diretores de presídios, para que, caso presos, sejam tratados com certo conforto.
O maior e mais aparente problema das prisões certamente é a superlotação carcerária. Centros de detenção com capacidade para 2.000 presos abrigam mais de 4.000, abrindo brechas para quadrilhas e crimes. Dessa forma, impossível negligenciar a pós-graduação criminosa em plena ascensão. Como se não bastassem os notáveis dissabores estruturais, ainda há os preocupantes fatos motivadores, como fugas, rebeliões que acabam em mortos, tanto presidiários como guardas.
Enquanto isso, o Sistema elege, pune, cobra em seus ardilosos e incontáveis procedimentos. E a segurança pública, ... ah, a sociedade não é prioridade.