| Douglas Reis/JC Imagens |
| Gabriel Ruiz Pelegrina estava internado em um hospital particular de Bauru; ele tinha 96 anos de idade |
Aos 96 anos, morreu, no início da madrugada desta quarta-feira (30), Gabriel Ruiz Pelegrina, considerado um dos principais nomes da história de Bauru. Ele foi sepultado no Cemitério da Saudade, às 15h30 desta quarta-feira.
Pelegrina, que carregava na memória os fatos e detalhes históricos do desenvolvimento da cidade, estava internado em um hospital particular de Bauru. O corpo foi velado no Centro Velatório Terra Branca, no salão nobre 1.
Com um legado de sete décadas dedicadas às pesquisas e com vários livros publicados, Pelegrina foi autor de mais de mil artigos em jornais e revistas e foi, por muitos anos, colaborador do JC.
Amigos na vida e parceiros nos estudos, Gabriel divide a autoria de algumas de suas obras com a professora Terezinha Santarosa Zanlochi e outras com Irineu Azevedo Bastos.
Filho do espanhol José Ruiz Pelegrina e da brasileira Dolores Cara Ruiz, aos 19 anos, após ingressar para a Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (NOB), apaixonou-se pela história. Por conta de sua dedicação a ela, recebeu da Universidade do Sagrado Coração (USC) o título de “Professor Honoris Causa”.
Também exerceu o cargo de Juiz de Paz em Bauru e ocupou a cadeira n.º 1 da Academia Bauruense de Letras. Pelegrina era casado com Naide Ruiz e teve quatro filhos: Carlos Roberto, Sérgio, Maria Aparecida e Luiz Antônio, além de netos e bisnetos.