08 de julho de 2026
Geral

Insônia: cuidado com uso de remédios


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O Brasil está numa posição preocupante (9º lugar) no ranking de países que mais consomem medicamento contra insônia, sem receita. A pesquisa, da consultoria Euromonitor, mostra que, de 2011 a 2016, houve um aumento de 45% de vendas desse tipo de remédio. Especialistas citam a vida agitada como um dos principais fatores para esse aumento.

"A insônia está associada a doenças físicas ou psicológicas/psiquiátricas, como aumento de estresse e ansiedade. Num momento de crise, com o desemprego em alta, mais pessoas podem ter a enfermidade e buscar a medicação como saída", explica Camilla Pinna, médica psiquiatra e especialista em medicina do sono.

A vida agitada, com cada vez menos tempo para dormir e hábitos ruins, gera, além do estresse, maior circulação do hormônio cortisol no corpo. "O ideal é que a pessoa procure um médico para avaliar a causa da insônia. Ele pode dizer se há necessidade de medicação. Muitas vezes a causa é o comportamento inadequado que pode se ajustar. Outra vezes, não", diz Luciane Mello, otorrinolaringologista do Hospital Federal da Lagoa.

O uso de eletrônicos próximo à hora de dormir pode inibir a liberação de melatonina, hormônio fisiológico indutor de sono. "As pessoas tomam melatonina suplementada, e ela não nem sempre é indicada para transtornos do sono. Há certos tipos de medicamentos que são usados sem prescrição pela população e podem causar dependência. Assim, alguns aumentam a dose para ter o efeito desejado", conta Luciane Mello.