Não quero expressar-me com o ar de exímio orador. Aliás, o dom de orar tornou-se retórico. Fala-se muito e não se diz nada. Ah...! Saudades da ingênua infância em que vivia em brincar e brincava em viver. Amar a vida, as pessoas incondicionalmente. Assim, conjugávamos os verbos correr, pular, gritar, falar em atemporal linearidade.
Entretanto, o implacável e célere tempo trouxe o amargo gosto do saber sabor, pois quanto mais conhecia, menos sabia! Assim, o banal tornou-se habitual. O genial virou circunstancial. O amor virou paixão.
A paixão virou casual caso. Você, leitor(a), compreenderia minha reflexão? Assim, a rotina cansa a retina. Assim, retorizei-me.