10 de julho de 2026
Regional

Grupo 'sequestra' família de dona de mercado e exige um 'resgate'

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Familiares da proprietária de um supermercado em Cafelândia (83 quilômetros de Bauru) foram mantidos reféns por homens armados e encapuzados no fim da noite de domingo (10). Sob ameaça de morte, os criminosos obrigaram a mulher a entregar todo o dinheiro que estava no cofre e nos caixas do estabelecimento, no total de cerca de R$ 23 mil.

Segundo informações da Polícia Militar (PM), as vítimas foram rendidas por quatro assaltantes, por volta das 23h, na residência da família. Enquanto dois deles permaneceram na casa com a filha da proprietária, de 22 anos, e com o namorado dela (idade não foi informada), a mulher, de 45 anos, foi obrigada a seguir com os outros dois até o supermercado.

Ainda de acordo com a PM, a empresária entregou aos ladrões aproximadamente R$ 23 mil em dinheiro. Parte do valor estava no cofre do estabelecimento e, o restante, nos caixas. Além do dinheiro, segundo a polícia, os criminosos também levaram o aparelho onde ficavam armazenadas as imagens gravadas pelo circuito de monitoramento por câmeras.

Após o roubo, a mulher foi levada de volta ao imóvel e trancada, junto com a filha e o genro, em um dos cômodos. De acordo com a PM, pela facilidade de movimentação e abordagem, os assaltantes conheciam as rotinas da família e do mercado. "Suspeita-se que havia mais pessoas dando cobertura à ação do bando", declarou a corporação em nota.

A Polícia Civil disse que iniciou as investigações para tentar identificar os acusados. Além de capuzes, eles usavam luvas, o que dificultou a visualização de características físicas por parte das vítimas. Segundo a polícia, a residência onde a família foi mantida refém não possui sistema de segurança. Até o final dessa segunda-feira (11), ninguém havia sido preso.

INCOMUM

O "sequestro" de familiares de empresários para a prática de roubo é considerado incomum pela polícia na região. Até então, a "preferência" dos ladrões era por gerentes de instituições bancárias. No mês passado, o JC divulgou o caso de uma gerente do Banco do Brasil de Dois Córregos que foi obrigada a entregar a uma quadrilha R$ 300 mil em troca da liberdade do marido e da filha, mantidos reféns pelos criminosos.