07 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

PMDB e PT, qual é a diferença?

Márcio M. Carvalho
| Tempo de leitura: 2 min

As últimas semanas políticas foram bastante agitadas desta vez, com alguns fatos novos e muitos já conhecidos, mas só agora colocados na ribalta. Tivemos a descoberta do cofre de malas cheias de dinheiro de Geddel e com ele a disputa negativa entre PMDB e PT para apontar quem é responsável por ele. Tivemos ainda os açougueiros safadões, criados no governo Lula e mantidos no governo Temer. A crise bate às portas do STF, onde juízes liberam da cadeia amigos e não se dão por suspeitos e até no elogiado Ministério Público com as trapalhadas de Janot e as benesses à JBS.

Como o ditado adaptado "em casa que não tem pão, todos choram e ninguém tem razão", substituindo o pão por moral, honestidade ou ética, teremos uma excelente representação do cenário político brasileiro de hoje.

PMDB com Temer à frente e Geddel, Jucá, Renan, Cunha que já serviram e foram aliados do PT e participantes do assalto aos cofres públicos comandado por Lula, ambos cooptados e cooptadores responsáveis pela crise moral e financeira que vivemos hoje.

A única diferença entre estes grupos é a competência da equipe econômica comandada por Meireles, comparada com as do PT, desde Lula com Mantega e as "marolinhas" em 2009 na crise internacional, optaram por uma saída populista e eleitoreira, garantindo a eleição da "chefona" Dilma com toda sua inabilidade política, somada à incapacidade e incompetência. Só lembrando, o governo Dilma, além dos fisiológicos de sempre da base aliada, teve Delcídio do Amaral, teve Gleisi Hoffmann na Casa Civil, Paulo Bernardo tungando aposentado, Graça Foster na Petrobras que não viu bilhões evaporarem, Erenice Guerra aliviando impostos, Aldemir Bendini desviando no BB e depois ainda na Petrobrás.

Apesar da incapacidade política de Temer, somada aos escândalos dele e de seu grupo político que mais parece uma quadrilha do que um ministério. A liberdade dada por Temer, somada à capacidade e resiliência da equipe econômica, de Meireles e Ilan Goldfajn, está, embora lentamente, recuperando a economia.

A opção a Temer constitucionalmente seria uma eleição no Congresso comandada pelos deputados que conhecemos. A maioria deles envolvidos com a Lava Jato. Desta árvore ruim não teremos bons frutos. O melhor seria terminar o mandato de Temer e no dia seguinte entregá-lo com todas as provas em Curitiba para que seja investigado e julgado por Moro.

Lula deveria ser preso no Mensalão em 2010 e até hoje não foi punido, então, Temer merece o direito de completar seu mandato.