07 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Trânsito

Edison Maitino
| Tempo de leitura: 1 min

O artigo "O trânsito e a engenharia", de autoria de especialista na área (Augusto F. Cação - JC de ontem), é muito pertinente. De fato, há condutores que não têm o menor vínculo emocional com o ato de dirigir veículos automotores. E, por óbvio, desconhecem regras básicas de trânsito.

Por conta e risco, faço apenas uma ou outra observação que não altera em nada o valor do artigo alhures citado.

No caso de passagem (diferentemente de ultrapassagem), de motociclistas pela direita, pouco importa se o veículo à frente esteja circulando na faixa da esquerda ou direita. Costumeiramente, a maioria dos motociclistas - por alguma razão desconhecida - opta pela passagem à direita.

Da mesma forma, condutores de veículos de maior porte quase sempre se esquecem do princípio da vulnerabilidade. Por último, cito a questão de alguns limites de velocidade estabelecidos em vias rurais pavimentadas, rodovias, portanto.

Limites de 100 a 120 km por hora para veículos leves, a meu ver, são compatíveis com a cultura brasileira de dirigir. Os de 80 km, questionáveis; e os de 60 e 40, em algumas rotatórias e alças, são tão ridículos quanto absurdos. Mais difícil de entender é a generalização desses limites. A que tipo de veículo se aplica?

Para um veículo de passeio ou para uma carreta de nove eixos? Vazia? Carregada? Ou tanto faz!? Se, em 2017, um condutor, devidamente habilitado, tem que respeitar esses limites, então seria o caso de rever o processo de formação e habilitação de condutores. Neste caso e quanto aos radares terceirizados, na minha opinião, configura-se a imoral indústria da multa. Todos os demais procedimentos, ainda na minha opinião, são louváveis.